quarta-feira, 10 de Abril de 2013 07:32h ALMG - Assessoria de imprensa

ALMG vai debater caso do aluno barrado na UFMG

Comissão de Direitos Humanos realiza, nesta quarta-feira (10), audiência pública para discutir tolerância religiosa.

Debater o caso do jovem estudante, seguidor da seita religiosa Sikhismo, impedido de fazer vestibular na UFMG pelo uso do turbante, que compõe o traje típico da religião, e discutir a questão da tolerância religiosa como fator de garantia de direitos. Esse é o objetivo da audiência pública, a ser realizada na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (10/4/13), às 9 horas, no Auditório. A reunião atende a requerimento do presidente da comissão, deputado Durval Ângelo (PT).

O candidato ao curso de música na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Heitor Correia, foi barrado pelos examinadores da instituição, ao chegar para realizar a prova de vestibular, em janeiro deste ano, utilizando um turbante. O estudante alegou que o acessório compõe o traje típico da religião Sikh dharma, da qual ele é seguidor. Segundo o estudante, os examinadores não permitiram a sua entrada na sala em que seria realizada a prova porque o uso do acessório desrespeitava o regulamento. “Fui levado a uma sala isolada. Lá, tinha um policial e uma mulher com o edital. Eles disseram que se eu não retirasse o turbante não iria fazer a prova. Eu tirei e fiz, porque estudei muito, mas me senti discriminado”, contou. A UFMG se defendeu, dizendo que o edital proíbe o uso de bonés, entre outros acessórios, na realização do vestibular.

Na comissão, também será votado o requerimento de autoria da deputada Liza Prado (PSB), solicitando que seja formulada manifestação de repúdio ao Governo da Bahia, pela exigência de comprovação de virgindade para as candidatas aos cargos de delegada, escrivã e investigadora na realização de concurso público para a Polícia Civil.

Convidados – Foram convidados para a reunião o reitor da UFMG, Clélio Campolina Diniz; o chefe da Defensoria Pública da União em Belo Horizonte, Luiz Henrique de Vasconcelos Quaglietta Correa; a defensora pública geral do Estado de Minas Gerais, Andréa Abritta Garzon Tonet; a subsecretária de Estado de Direitos Humanos, Carmen Rocha Dias; e o frei da Ordem do Carmo Gilvandre Luís Moreira.

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