quarta-feira, 27 de Junho de 2012 12:16h Gazeta do Oeste

Alvimar Perrella diz que operação é "sensacionalista"

Na nota, a empresa diz possuir cerca de 1.700 funcionários diretos e fornecer mais de 120 mil refeições por dia a empresas públicas e privadas em nove Estados brasileiros.

A Stillus Alimentação, de propriedade de Alvimar Perrella, ex-presidente do Cruzeiro, investigada por suspeita de fraude no fornecimento de merenda escolar e refeições para o sistema prisional, afirmou por meio de nota que a atuação da Operação Laranja com Pequi foi “desnecessária e de nítido teor sensacionalista”. A empresa também critica a atuação do Ministério Público.

 

“O Ministério Público ultrapassou a realidade dos fatos, ao praticar, maldosamente, seu poder constitucional”. Segundo o MP, a empresa pode ter desviado R$ 55 milhões.

 

De acordo com o comunicado, os documentos apreendidos nesta terça (26) já estavam à disposição do Fisco, mas nunca foram solicitados. Os diretores da empresa, segundo o comunicado, já haviam se reunido no Ministério Público para discutir o fornecimento de refeições e que as licitações foram vencidas através de pregões eletrônicos da Secretaria de Defesa Social.

 

Na nota, a empresa diz possuir cerca de 1.700 funcionários diretos e fornecer mais de 120 mil refeições por dia a empresas públicas e privadas em nove Estados brasileiros.

 

Trechos da nota:

 

“Os documentos solicitados na ordem de Busca e Apreensão sempre estiveram à disposição do fisco e Autoridades do Estado, mas que antes nunca foram solicitados, o que nos faz lamentar a forma como conduzida a operação já que desnecessária e de nítido teor sensacionalista".

 

"Registramos mais que nossos diretores haviam comparecido dias antes ao Ministério Público onde prestaram todas as declarações necessárias sobre os fatos em apuração, quais sejam, licitações públicas relativas à merenda escolar e fornecimento de alimentação a presídios do Estado de Minas Gerais".

 

"Entendemos, finalmente, que, dado às circunstâncias do ocorrido, com todo o respeito, o Ministério Público ultrapassou a realidade dos fatos, ao praticar, maldosamente, seu poder constitucional quando do requerimento à Juíza de Direito da Vara de Inquéritos ao não observar direitos e garantias constitucionais".
 

 

 

 

 

O TEMPO

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.