sexta-feira, 16 de Setembro de 2011 12:28h Sarah Rodrigues

Animais silvestres sofrem com as queimadas

Mudança de habitat e até morte são contabilizadas

As queimadas que vêm ocorrendo em diversos locais, não afetam somente a vida das pessoas, os animais silvestres, são na maioria das vezes os mais afetados com a situação. Segundo o biólogo Weverton Geraldo Alves, quando ocorrem incêndios, além dos animais terem seu habitat modificado ou destruído, a cadeia alimentar também pode ser afetada, prejudicando as espécies.


De acordo com o biólogo, os animais dependem do habitat em que vivem para a sobrevivência. Ele explicou que a incidência de mortes é grande, após os animais migrarem para outras regiões a cadeia ambiental pode sofrer alterações.


Muitas vezes ao saírem do seu domínio natural, alguns animais encontram em outros espaços os predadores ou podem passar por domínios de espaço, quando encontram em outros espaços animais de outras espécies e até da sua, gerando um confronto.


Além dos impactos visíveis no local, os efeitos das queimadas também pesam sobre os recursos hídricos e a vegetação como um todo. No caso dos animais silvestres o biólogo alerta que quando os animais são expulsos do seu habitat natural, ainda podem sofrer com a escassez de comida.
O animal silvestre quando vê seu habitat destruído sai em busca de outro para viver. Weverton acrescentou que toda a cadeia alimentar sofre uma alteração, nem todos os animais conseguem se adaptar a um novo ambiente.


O biólogo esclareceu que quando as queimadas atingem o habitat dos animais nem sempre eles buscam refúgio na flora, algumas vezes eles podem ficar perdidos nas rodovias, podem ser alvo de captura de predadores ou até mesmo vem para a cidade, se tornando presas fáceis.
Alves frisou que os animais dependem dos outros para se adaptarem, alguns comem, frutos e ervas específicas, outros são carnívoros e podem se alimentar de uma espécie que perdeu seu habitat, ficando sem comida, até com a possibilidade de extinção.


Os impactos em longo prazo, com a freqüência de queimadas é preocupante.

 

EXTINÇÃO


Segundo a agência Brasil, nos últimos dias especialistas da Floresta Nacional de Brasília (Flona), e agentes da Polícia Ambiental resgataram várias espécies, de pássaros raros a tatus e tamanduás. O biólogo Léo Gondi, analista ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), alertou que os impactos a médio e longo prazo são assustadores.


Apenas nos últimos dias, o ICMBio contabilizou 56 animais silvestres que tentavam escapar das queimadas na região da Flona. Foram recolhidos lobos-guará, tamanduás-bandeira, veados campestres e papagaios. Também foram acolhidos, machucados, um veado e um tamanduá-bandeira. Foram encontradas três cobras mortas.


As queimadas geram a extinção de espécies ou sua drástica redução, além da adaptação forçada a um novo habitat. O biólogo acrescentou que os efeitos das queimadas também pesam sobre os recursos hídricos e a vegetação como um todo.
 

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