sexta-feira, 9 de Setembro de 2011 14:43h Atualizado em 10 de Setembro de 2011 às 09:47h. Letícia Menezes

Após assembleia professores decidem continuar com a greve

A greve dos professores está prestes há completar 100 dias, e após assembleia realizada na tarde desta quinta feira (8) eles decidiram continuar com o movimento.


A reunião foi realizada às 14 hs de ontem em Belo Horizonte, no pátio da Assembleia Legislativa e segundo os professores eles continuarão de greve até que o governo apresente uma proposta que atenda as necessidades da categoria.


Maria Catarina Vale, coordenadora do Departamento de Políticas Sociais de Comunicação e Imprensa do Sind-UTE de Divinópolis, esteve presente na assembleia e disse que a luta pelos direitos da classe vai continuar. “A nossa decisão é a decisão pela dignidade, de continuar com a greve, teremos outra assembleia dia 15 de setembro e durante essa semana faremos diversas atividades, pois nossa greve é legal e nós queremos que o governo do Estado cumpra o que o Supremo Tribunal Federal determinou, pagar o piso nacional de acordo com a sua proporcionalidade” esclareceu Catarina.


Segunda ela a greve teve alguns refluxos, mas vem crescendo em nível estadual. Os professores não têm motivos para acabar com a greve agora, pois Catarina diz que o governo do Estado está no auge de desespero pedindo até que o serviço de inteligência monitore a sede central e diretores do sindicato. “Temos que continuar firmes na luta, e temos agora um grande desafio de contar com nossos parlamentares, pois eles terão que dizer a serviço de quem eles estão” contou Catarina.


O governo estadual já mandou para a Assembleia Legislativa um projeto de lei 2355/2011, que é um projeto de melhoria no subsídio. A política de remuneração incorpora benefícios nos salários dos da educação, neste novo subsídio os professores podem retornar ao sistema antigo e houve reposicionamento dos trabalhadores na tabela do plano de carreira.


Mas Catarina afirmou que esse projeto não tem carreira e que contempla somente alguns e o sindicato luta por todos que trabalham dentro da escola. Ela ainda pontuou que “o deputado que votar a favor deste projeto será responsável pelo congelamento e pela morte dos trabalhadores da educação para o resto da vida desse Estado” O Sind UTE tem a proposta de procurar deputados federais quanto estaduais para mostrar a estrutura do projeto e para que eles tenham a consciência de compromisso com a educação e que não votem esse projeto.


Na manhã de ontem no prédio do curso Opção professores que não puderam comparecer a Assembleia foram orientados e esclarecidos sobre o porquê de continuar com a greve. Os professores foram informados sobre a proposta do governo do Estado e a ideia dos mesmos em fazer uma manifestação com todos os professores na porta da superintendência na próxima semana onde eles queimariam seus diplomas e holerites.
Catarina afirmou ainda que Minas é um Estado rico e que tem condições de pagar o piso salarial de acordo com a tabela.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.