terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012 09:11h Atualizado em 28 de Fevereiro de 2012 às 10:31h. Flaviane Oliveira

Após carnaval cresce o risco de infestação pela dengue

Até o momento 51 casos suspeitos estão em fase de confirmação da doença

Depois das muitas festas do período carnavalesco, o vírus da dengue pode encontrar mais facilidade para se proliferar. Isso porque durante os dias de folia, as pessoas tendem a se tornarem mais distraídas quanto à prevenção da doença. No município até o momento foram notificados 68 casos , sendo que desses 68 casos, apenas um foi positivo, 16 negativos e 51 estão em aberto, ou seja os resultados dos exames ainda não foram apresentados.
De acordo com a diretora da Vigilância em Saúde, Adriana Gomes, esse aumento no número de casos durante períodos como o carnaval se dá porque as pessoas tem pouco cuidado com a questão do lixo, “Então as pessoas não utilizam as lixeiras, garrafas pet, jogam copos, tampinhas de garrafa  no chão. Acumula água e isso é um criadouro para o mosquito da dengue. Então é por isso que nos períodos  festivos são mais preocupantes por causa mesmo dessa questão da falta de cuidados dessas pessoas” ressaltou.
A diretora frisou ainda que a prevenção contra a dengue requer um trabalho elaborado de educação e saúde por meio da mobilização social e a questão da mudança de hábitos, “Esse é um trabalho que a gente faz sempre. Precisamos mobilizar as pessoas para que esse cuidado seja diário. Não adianta nada a gente trabalhar nesses períodos e esquecer que a dengue existe” disse.

CONTROLE
Quando questionada sobre a situação atual da dengue no município, Adriana explicou que até o momento a doença está controlada, “...mas nem por isso a gente pode em qualquer minuto afrouxar. Então as ações continuam sendo feitas, as ações de intensificação do controle e de combate à dengue. Estamos ainda muito preocupados com a questão do tipo viral IV que está circulando em Minas Gerais. Nós já tivemos casos confirmados de dengue no estado e a gente sabe que tem o risco muito próximo” chamou atenção.
Quando se fala em contaminação do tipo IV e complicações por causa da doença, Adriana acredita que é preciso ter atenção pois 95% da população  é suscetível a esse tipo viral, “No caso da pessoa vir a ter o Tipo IV e se ela já tiver sido acometida pelos outros tipos virais que é o Tipo I, II e III, ela corre o risco de  ter o caso agravado. A gente sabe que cada vez que a pessoa  tem a doença, por exemplo ela tem a doença Tipo I e fica imune ao vírus Tipo I mas não aos demais. Então ela pode ter a doença novamente e cada vez que ela tem a doença por um tipo viral ela pode ter mais chances de ter a dengue hemorrágica” explicou
Adriana contou ainda que quando a pessoa tem alguma comorbidade, como nos caso em que se pega dengue e o paciente tem uma diabetes, uma hipertensão ou qualquer outra doença crônica, pode haver o agravamento maior ainda desses casos. Dessa forma é preciso estar atento e em momento nenhum pensar que a dengue é uma doença que já foi erradicada, “Ela está aí, é uma doença grave, que a gente precisa o tempo todo combater, precisa de ação diária. A única forma eficaz de vencer a dengue é tirando possíveis criadouros do mosquito” alerta Adriana.
 

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