quinta-feira, 14 de Novembro de 2013 11:17h

Associações de Aimorés, atendidas pelas Emater-MG, são contempladas pelo Prêmio Bari Sustentável

Duas entidades associativas de agricultores familiares, atendidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), no município de Aimorés, na região Leste do Estado, tiveram projetos vencedores do 1º Prêmio Bari

Duas entidades associativas de agricultores familiares, atendidas pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), no município de Aimorés, na região Leste do Estado, tiveram projetos vencedores do 1º Prêmio Bari Sustentável. Uma delas, a Associação do Desenvolvimento da Agricultura Familiar do Alto Capim (Adafac) conquistou o primeiro lugar no ranking de 12 selecionados com o projeto Produção Limpa de Alimentos da Agricultura Familiar, que prevê o fornecimento de alimentos sem a utilização de agrotóxicos.

“Estamos muito felizes. Vamos poder melhorar nossa estrutura e ampliar a produção”, disse o presidente da entidade, Ovenil Domingos da Silva, durante o recebimento do prêmio de R$ 30 mil. Fundada em 15/01/2006, a Adafac representa 150 famílias de agricultores familiares. Segundo a extensionista da equipe local da Emater-MG, Eunice Maria Viana, o grupo produz hortifruti, mel e alimentos processados como biscoitos e polpa de frutas.

De acordo informações do escritório da Emater-MG de Aimorés, a associação da comunidade Alto Capim conta com a participação de 60% de mulheres. E a produção do grupo vai para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) da Conab, na modalidade Compra e Doação Simultânea, atendendo escolas públicas municipais, creches, igrejas, asilo, hospital, Apae e outras instituições filantropicas, além de famílias carentes. A estimativa é de que até três mil pessoas sejam beneficiadas pelo programa.

Outra entidade contemplada pelo Prêmio Bari, em Aimorés, foi a Associação Campo em Arte que ficou entre as finalistas e recebeu R$ 5 mil. Criada em janeiro de 2012, a Campo em Arte reúne dez famílias de mulheres rurais que apostaram no artesanato do bambu como fonte de renda e trabalho.

Com o incentivo e suporte da Emater-MG que capacitou o grupo, a Campo e Arte aprendeu a trabalhar a farta matéria-prima da região. Considerada praga por alguns proprietários rurais que combatem as plantações, a planta agora vira móveis, redes e outros objetos de uso e decoração, segundo a extensionista Eunice. “Aqui tem muito bambu devido ao clima e as mulheres souberam aproveitar esse presente da natureza que é renovável”, explica.

O Prêmio Bari Sustentável é uma iniciativa da Vale do Rio Doce em parceria com as ongs Agir, Mais, Unir e Vidas. O concurso destinou um total de R$ 130 mil para projetos sociais de geração de emprego e renda das cidades de Baixo Guandu (no Espírito Santo), Aimorés, Resplendor e Itueta. Bari é a sigla formada pelas iniciais dos municípios e que dá nome ao território, impactado pela implantação da Hidrelétrica Eliezer Batista.

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