segunda-feira, 16 de Maio de 2016 13:06h Agência Minas

Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais lança o seu primeiro Relatório Socioambiental

Balanço do BDMG apresenta novas prioridades como, por exemplo, o apoio a projetos sustentáveis dos setores público e privado

O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) publica, nesta segunda-feira (16/5) em seu site, o primeiro Relatório Socioambiental da instituição. O documento aponta para o novo direcionamento das ações do Banco, que é priorizar o apoio a iniciativas ambientalmente sustentáveis. Empreendimentos com impactos socioambientais positivos, com ênfase na geração de empregos, redução da geração de resíduos sólidos e eficiência energética, por exemplo, terão maior atenção do Banco.

“O BDMG quer ser reconhecido como um Banco Verde, uma instituição financeira cujas escolhas e decisões serão norteadas pelos princípios e valores sociais e ambientais”, afirma Marco Crocco, presidente do BDMG.

O relatório aponta, ainda, as ações realizadas durante o ano de 2015, entre as quais se destacam financiamento de obras de saneamento, apoio à educação de diversos municípios, e voltadas para energia e recursos naturais.

 

 

Ações para o setor público

O Banco financiou, em 2015, mais de 190 obras, sendo nas áreas da saúde, saneamento e apoio à educação de diversos municípios. Um dos exemplos vem do município de Jeceaba, onde foi feita a construção do sistema de tratamento de água do município, responsável pela distribuição de água tratada para centenas de pessoas. A estação de tratamento conta com fases de captação, adução, tratamento, reservação e distribuição, sendo que toda a tubulação de água existente foi substituída. Foram instalados 1.100 ligações domiciliares e um reservatório de 200 mil litros.

No ano passado, o BDMG lançou um edital de R$ 200 milhões a 853 municípios mineiros, em quatro linhas de financiamentos: BDMG Urbaniza (investimentos em infraestrutura urbana como pavimentação, drenagem e iluminação pública); BDMG Cidades (construção, ampliação ou reforma de prédios públicos municipais); BDMG Saneamento (tratamento e distribuição de água, redes de coleta e tratamento de esgoto soluções para resíduos sólidos) e BDMG Maq (para aquisição de máquinas e equipamentos). Os municípios com IDHM menor que a média de Minas Gerais contaram com acesso a taxas de juros mais baixas.

A linha BDMG Saneamento recebeu a solicitação de 13 municípios, sendo que seis deles já foram aprovados, totalizando quase três milhões de reais em financiamentos. Bonfinópolis de Minas solicitou R$ 250 mil para a construção de rede coletora de esgoto para atender a população da cidade que engloba 5.867 habitantes. Divinésia terá financiamento de R$ 300 mil para seu sistema de esgotamento sanitário e possui uma população de 3.292. Para a construção de uma nova estação de tratamento de águas em Dom Viçoso, o BDMG aprovou R$ 150 mil que beneficiará uma população de 2.994 pessoas.

 

 

 

O município de Itanhandu teve aprovação de R$ 400 mil para reformas e adequações na central de tratamento de águas do município e Japaraíba, R$ 55 mil para a construção da estação de tratamento de esgoto. A última cidade com financiamento aprovado até o momento é Três Pontas (53.825 habitantes), que vai financiar pela linha BDMG Saneamento a quantia de R$ 1.200.000,00 para reforma e recuperação da estação de tratamento de águas e equipamentos para aterro sanitário.

Em outra frente, o BDMG lançou o edital de R$ 50 milhões com recursos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD) para seleção de projetos que abordem novas ideias para soluções climáticas. Foram recebidas propostas de 20 municípios, totalizando R$ 120 milhões. A maioria dos projetos apresentados se relaciona à eficiência energética, com medidas de substituição de equipamentos de iluminação pública por novos, que reduzirão o consumo de energia em pelo menos 20%. Foram recebidas ainda propostas para obras de mobilidade urbana e para o tratamento de resíduos sólidos. Atualmente, os processos estão em análise pela empresa de cooperação técnica para enquadramento.

 

 

 

Setor privado

No setor privado, além de projetos de infraestrutura, destacaram-se empreendimentos voltados à inovação tecnológica sustentável, crédito rural e apoio às micro e pequenas empresas com conotação ambiental e social.

Em 2015, o BDMG adotou uma série de mecanismos para aperfeiçoar as análises dos projetos, incluindo o desenvolvimento de uma metodologia de classificação de risco socioambiental que será futuramente aplicada aos processos.

 

 

 

Ações na sede

Em julho de 2015, foi criada uma Comissão Interna de Sustentabilidade com o objetivo de trabalhar as questões voltadas às atividades do dia a dia do Banco, especialmente aquelas que dizem respeito à redução do consumo de água e energia e da geração de resíduos sólidos. No mesmo ano, a comissão desenvolveu um plano de ação para introduzir práticas de sustentabilidade nas instalações do BDMG. A previsão é que até o final de 2016 o banco tenha implantado tais práticas com foco na redução do consumo de água e energia, coleta seletiva e destinação adequada de resíduos.

Entre as ações realizadas em 2015, destaca-se o esforço de economia de água, que resultou numa redução de 21% na comparação com 2014. Além disso, o BDMG vem fazendo a substituição de lâmpadas fluorescentes e dicroicas por lâmpadas de LED em suas instalações, buscando a redução no consumo de energia.

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