quarta-feira, 15 de Julho de 2015 12:03h

Bancos de fomento reconhecem necessidade de mais investimentos em inovação nas empresas

entro da programação do V Fórum Empresarial do Mercosul, nesta terça-feira (14), o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) sediou o workshop das agências de fomento e bancos de desenvolvimento

As experiências foram amplamente discutidas, e entre os principais temas estiveram inovação, educação e infraestrutura.

Ao abrir o evento, o presidente do BDMG, Marco Aurélio Crocco, disse que o banco está assumindo o papel de protagonista, pois o Governo atual acredita que o Estado tem papel relevante na economia. O diretor Financeiro e de Crédito do BDMG, Rogério Sobreira, afirmou que o evento teve o objetivo de mostrar um pouco do que está sendo feito pelos bancos de fomento e uma troca efetiva de experiência entre as instituições.

O vice-presidente do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Odacir Klein, disse que opera nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e que possui representação no Rio de Janeiro.  O BRDE foi fundado em 1961 e sua presidência é rotativa e o volume de recursos destinados a financiamentos chegou a R$2,8 bilhões, e apesar de independentes, as agências dos três estados se interagem. Em relação ao Mercosul, o BRDE financia algumas empresas que trabalham com exportação para os países do bloco. Entretanto, buscam-se mais recursos para investir inclusive em infraestrutura. A inadimplência de 2% é considerada baixa.

O superintendente do Banco do Nordeste, Francisco José Araújo Bezerra, explicou que o trabalho da instituição de 63 anos é resultado de várias fontes de recursos, principalmente o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste, criado pela Constituição de 1988. O volume de R$14 bilhões por ano é destinado a diversos financiamentos, o que caracteriza o banco como múltiplo. O BNB, que está presente em 1.990 municípios dos nove estados da região Nordeste e em parte de Minas Gerais e Espírito Santo tem uma inadimplência em torno de 3% e trabalha também como agente financeiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Francisco José disse também que o banco tem um papel de desenvolvimento econômico e social de muita importância para a região de atuação, mas observou que em relação a financiamentos para inovação, a demanda é muito pequena o que impede avanços das empresas, inclusive para poder exportar.

O chefe do BNDES para América Latina e Caribe, Márcio Cameron, afirmou que em relação ao Mercosul, há uma representação criada em 2009, em Montevideo, capital do Uruguai e sede do bloco econômico. Segundo ele, o banco trabalha com financiamentos de infraestrutura, e com comércio exterior há 20 anos para a vinda de empresas estrangeiras e também na internacionalização de empresas brasileiras. “Mas ainda precisamos ampliar o nosso trabalho com outros bancos para aumentarmos a exportação em um plano estratégico”.

Para José Rafael Neto, representante da Corporação Andina de Fomento (CAF) ou Banco de Desenvolvimento da América Latina, o Brasil é membro pleno da instituição há sete anos, período em que recebeu US$3,4 bilhões. “Para 2020, temos metas de ações ambientais; para o Norte e o Nordeste serão focadas as áreas de saneamento básico e educação infantil; para o Sul e o Sudeste, mobilidade urbana e ações complementares e para o Centro-Oeste haverá grandes investimentos em cadeias produtivas”, assegurou Rafael que reafirmou o compromisso de ampliar apoio nas startups brasileiras.

O economista José Luiz Rossi Júnior, que representa o Banco Interamericano de Desenvolvimento disse que o workshop é o espaço ideal para a troca de experiências, mas que o desembolso do BID no Brasil é de pequeno, ou seja, US$2 bilhões por ano. “Sobre inovação, o banco tem um papel importante, inclusive com as startups e infraestrutura. Trazemos recursos, mas também conhecimento técnico, como fazer os investimentos. Esse papel é muito importante para o nosso trabalho. Quase 100% dos nossos projetos são feitos com os estados e municípios”, revelou.

Rossi Júnior lembrou que o país está fazendo as reformas necessárias para ter um crescimento contínuo. Posicionou sobre a necessidade de melhorar a produtividade, saber quais os gargalos e fazer a inovação em todas as áreas onde for possível.

O evento contou com a presença do secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico, Rogério Bellini; do assessor de Relações Internacionais do Governo do Estado, Rodrigo Perpétuo, entre outras autoridades e representantes de diversas empresas e instituições entre elas o Instituto de Desenvolvimento Integrado (INDI) e Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa, ligada à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).


Crédito da foto: Bruna Machado/BDMG.

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