segunda-feira, 14 de Abril de 2014 14:00h

BDMG amplia investimentos em fundos de participações em empresas de base tecnológica

Estratégia é ampliar a carteira de fundos de Private Equity e Venture Capital nos próximos dois anos, priorizando os segmentos de capital semente e startups de base tecnológica.

Desde 2009, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) tem realizado investimentos em fundos de participações em empresas com elevado potencial de crescimento. Já foram investidos R$ 27,5 milhões em quatro fundos destinados a empresas de base tecnológica em estágios iniciais ou com modelos de negócio com forte apelo de sustentabilidade. Com o crescimento da oferta de fundos de Private Equity (PE) e Venture Capital (VC), o Banco decidiu ampliar a sua participação no setor e elevou para R$ 60 milhões o valor destinado ao investimento em fundos, o que corresponde a um salto de 1,52% do Patrimônio Líquido (PL) para 3% do PL.

Segundo o Gerente de Operações Estruturadas do BDMG, Jorge Leonardo Duarte de Oliveira, "a importância dessa atividade está em fomentar o desenvolvimento de negócios e modelos de negócios inovadores, complementando os instrumentos de crédito à inovação que o Banco já dispõe", explica.

Além disso, o ecossistema de inovação em Minas Gerais tem evoluído de maneira muito expressiva nos últimos anos, com o avanço das incubadoras, aceleradoras de empresas e parques tecnológicos, em conjunto com iniciativas institucionais que subvencionam parte dos investimentos iniciais em inovação, como editais da FINEP, FAPEMIG e do Programa SEED do Governo do Estado.

Na lógica do ciclo de vida de uma empresa de base tecnológica, a atuação dos fundos de venture capital é fundamental para ajudar a alavancar todos esses esforços. Ao investir recursos financeiros e atuar na melhoria da gestão, os fundos contribuem decisivamente para que uma empresa possa alcançar o êxito no mercado em que atua. Além disso, muitas são as externalidades, pois, para cada decisão de investimento, os gestores dos fundos avaliam cerca de 80 a 100 empresas, disseminando práticas de gestão essenciais para a atração de investidores.

Gestão de Carteira

De acordo com Duarte de Oliveira, além do aumento do valor destinado a investimentos, a estratégia do BDMG se baseia também em estudos que demonstram que o risco do capital investido em fundos de VC/PE pode ser mitigado por meio da aplicação em um maior número de fundos durante várias safras (anos de início de operação). Outros parâmetros relevantes na composição de carteira são a diversificação de gestores, de teses de investimento e de fundos numa mesma safra.

O BDMG está fazendo opção por uma boa relação entre Risco/Retorno por meio de uma estratégia de investimento em dois novos fundos em 2014 e outros dois novos em 2015. "Dessa forma, ao mesmo tempo em que aumenta o impacto na economia mineira, reduz-se riscos, melhora-se a expectativa média de retorno, e constrói-se bases para a sustentabilidade da carteira no longo prazo", relata o gerente do BDMG.

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