quarta-feira, 12 de Setembro de 2012 08:36h Gazeta do Oeste

Beleza dos ipês toma conta da capital

Em contraste à beleza das flores, o calor de tirar o fôlego. Ainda que no inverno, o ar quente que domina grande parte do país fez com que BH batesse o recorde de dia mais quente do ano

Um, dois, três… quatro sujeitos, em menos de minuto, pausam a rotina corrida, sob sol escaldante, para registrar a exuberância do ipê-amarelo, na esquina das ruas Sergipe com Antônio de Albuquerque, na região da Savassi, Centro-Sul de Belo Horizonte. Estão boquiabertos. Inclinam os celulares em busca do melhor ângulo pela imagem mais bonita. Na outra esquina, bem em frente aos fotógrafos amadores, a polícia patrulha. Pequena tropa de prontidão. Na calçada: de carro, bicicleta e patinete. “Os senhores estão tomando conta das flores para elas não irem embora?”, quis saber Celina David, empresária. O guarda sorri. Cenas primeiras da primavera que se aproxima – começa dia 23.

 

Em contraste à beleza das flores, o calor de tirar o fôlego. Ainda que no inverno, o ar quente que domina grande parte do país fez com que BH batesse o recorde de dia mais quente do ano – a temperatura chegou aos 34ºC, superando os 32,8ºC, de 2 de março. Se de um lado, no Sul, havia muita gente de câmera na mão para eternizar os ipês, do outro, no Norte, adultos e crianças buscavam a sombra das frondosas árvores do Jardim Zoológico para evitar o sol. Lá, ao fundo, junto aos elefantes, outro ipê-amarelo desponta absoluto, embelezando ainda mais a cena. Quadro perfeito para a foto das famílias Lopes e Souza, reunidas, em dia de folga. Luiz Fernando, de 30 anos, faz festa com a filha, Heloísa, nos ombros, encantada com os animais.

 

A mocinha, de 1 ano e nove meses, dreads nos cabelos, na companhia dos pais e da irmã, veio de São Paulo para rever a família. A estudante Larissa Nascimento, de 17, espera com alegria a primeira primavera da filha Laura, nascida no fim do outono. Em quadro, além do sorriso das crianças, difícil saber mais belo o ipê ou o elefante. “Os dois”, afirma o estudante André Luiz, de 12, em calças curtas e dentões brilhantes. Caio Victor, de 3, vindo de Montes Claros, é outro que aproveita a tarde ensolarada para curtir a família e os bichos. No Sul, Celina David – a empresária que ofereceu poesia aos guardas – ainda tenta fazer a melhor foto do ipê na esquina.

 

Outros três, quatro, passantes também querem uma imagem da árvore. “Ele está no seu momento mais exuberante. Está ardendo de energia e de luz”, admira-se no além do que se pode ver. Sofia Pessoa Araújo, de 18, estudante de psicologia, outra de câmera na mão, esbanja gentileza ao ser abordada. “Passei, olhei e achei tão lindo… mágico, assim, no meio da cidade”, sorri. José Henrique Caetano Marinho, de 26, prende a respiração para não tremer com o celular tombado, firme nas mãos. “Tá tão bonito. Olho para ele e ele me diz ‘vida’, ‘esperança’. A primavera quando chega, embeleza e faz a gente renascer”, considera o cozinheiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

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