sexta-feira, 2 de Outubro de 2015 14:10h

Biblioteca Estadual leva literatura para instituições da Região Metropolitana

Projeto Caixa-Estante, da Biblioteca Estadual Luiz de Bessa, completa 46 anos de atividades levando leitura para os que não têm acesso à sede da instituição

Todo livro tem que ir onde o leitor está. Parafraseando o letrista Fernando Brant, falecido neste ano, a Caixa-Estante da Biblioteca Estadual Luiz de Bessa – espaço que integra o Circuito Cultural Praça da Liberdade – continua sua peregrinação, iniciada em 1969. Desde essa época, o projeto circula pelas mais diversas instituições e, principalmente, pelos ambientes segregados da sociedade em busca de difusão da leitura.

Presídios, creches, associações de bairros, igrejas, hospitais, casas de semiliberdade e centros socioeducativos já receberam a visita desse móvel recheado de obras que, durante os últimos 46 anos, já mudou a vida de muita gente.

Para pleitear uma Caixa-Estante, a instituição deve entrar em contato com a Coordenação do Setor de Caixa-Estante da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa pelo e-mail: cxe.sub@cultura.mg.gov.br. 

A Caixa-Estante é um serviço de extensão da Superintendência de Bibliotecas Públicas e do Suplemento Literário e surgiu como um desdobramento da biblioteca móvel, que até hoje existe e é feita em um caminhão baú. O objetivo do projeto é levar às instituições públicas, privadas ou não governamentais de Belo Horizonte e Região Metropolitana, um acervo diversificado de livros.

“Foram muitas histórias, muita luta, determinação, idealismo para alcançar populações que não conseguem acesso à nossa sede”, conta Auri do Amaral, coordenadora da Caixa-Estante da Biblioteca Pública Estadual Luiz de Bessa. 

Segundo a coordenadora, a partir da Caixa-Estante pode-se praticar uma ação transformadora, modificando atitudes, ideias e valores, já que a leitura é uma importante ferramenta de inclusão social. Atualmente, o projeto atende a 17 instituições e, até o mês de setembro, somou quase dez mil leitores atendidos. Geralmente a caixa de livros fica de três a quatro anos em cada um dos lugares selecionados.

“Muitos se acostumam com a diversidade do acervo e solicitam uma maior permanência. Temos caixas com seis anos de permanência. A participação é tão grande que não temos justificativa convincente para retirá-las”, revela Auri do Amaral.

Nos últimos 15 dias, por exemplo, o serviço foi solicitado por quatro instituições. Dessas quatro, uma já foi selecionada para receber a Caixa-Estante: o Lar Teresa de Jesus, no bairro Prado, Belo Horizonte. A instituição presta atendimento gratuito a pacientes oncológicos que vivem em situação de vulnerabilidade social. A inauguração do serviço no Lar está prevista para o mês de novembro.

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