terça-feira, 3 de Junho de 2014 07:05h

Bloqueador de celular é instalado no Complexo Penitenciário Nelson Hungria

A Nelson Hungria é a segunda penitenciária mineira a receber a tecnologia. Investimento do Estado foi de R$ 1,6 milhão

Uma das mais importantes unidades prisionais de Minas Gerais passa a contar, a partir de agora, com um bloqueador de celular. Depois de diversos testes, o equipamento foi definitivamente instalado no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A Nelson Hungria é a segunda penitenciária mineira a receber a tecnologia, que bloqueia sinal para chamadas, internet e envio de SMS de todas as operadoras. Em novembro do ano passado, o equipamento já havia sido instalado na unidade em parceria público privada, em Ribeirão das Neves. A próxima unidade prioritária para receber o bloqueador e a Penitenciária de Francisco Sá, na região Norte de Minas Gerais.

O investimento para instalação do bloqueador no Complexo Penitenciário Nelson Hungria foi de R$ 1,6 milhão pelo Governo de Minas. A tecnologia funciona 24 horas por dia, em todos os pavilhões da unidade, desde a guarita. Os efeitos ficam restritos aos limites da unidade prisional, sem afetar as áreas vizinhas.

Para o subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira, o bloqueador de celular soma-se a outras iniciativas, como o body scan, aparelho de varredura corporal já instalado no CPNH. “Mais uma vez o Estado está investindo em recursos tecnológicos para aumentar a segurança no sistema prisional”, afirmou.

 

 

Tecnologia

A tecnologia contratada é a chamada jammer, que emite ruídos que impedem que o sinal das torres chegue aos celulares. Os equipamentos começaram a ser testados no Complexo Penitenciário Nelson Hungria no final de abril. Apesar de terem sido feitos vários ajustes, a eficiência dos equipamentos precisa ser constantemente acompanhada, já que qualquer alteração na posição de antena ou na intensidade de sinal de alguma operadora pode acarretar na passagem de sinais de radiocomunicação.

Para garantir a segurança, o monitoramento remoto da nova tecnologia é feito 24h por dia e haverá um sistema que enviará mensagens aos celulares cadastrados informando qualquer anormalidade, como quebra de antenas ou interrupção no funcionamento. Se falhas forem detectadas, a empresa prestadora do serviço será acionada para intervenção. Além disso, uma equipa técnica da Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) está sendo capacitada para resolver problemas que podem surgir no dia-a-dia.

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