segunda-feira, 11 de Janeiro de 2016 09:01h Agência Minas

Bombeiros pedem atenção redobrada a banhistas no período de férias

Foram 378 pessoas mortes por afogamento no Estado em 2015; Esta é a segunda maior causa de óbitos por acidentes em Minas Gerais

O período de férias, em especial o verão, requer cuidados para evitar acidentes aquáticos. O calor típico da estação reforça a procura por cachoeiras, rios e lagos.  Em 2015, o Corpo de Bombeiros registrou 378 afogamentos e, somente nos primeiros dias deste ano, mais de quinze pessoas morreram afogadas no Estado.

De acordo com o capitão Thiago Miranda, do Corpo de Bombeiros, o afogamento é a segunda maior causa de mortes por acidentes em Minas Gerais, perdendo somente para os automobilísticos. A ingestão de bebidas alcoólicas, por sua vez, é o principal causador de morte por afogamento em adultos.

O capitão explica que, embora a falta de conhecimentos de natação pareça ser determinante para causar os afogamentos, os acidentes também ocorrem com pessoas que sabem nadar. “Ao tentar auxiliar outras pessoas, muita gente corre risco e acaba sofrendo o acidente também. Já registramos casos em que duas pessoas de uma mesma família morreram tentando salvar outra. Por isso, somente se tiver preparo é que se deve auxiliar alguém em dificuldade na água. Caso contrário, é preferível jogar objetos, como cordas, boias e galhos, para que a vítima possa agarrar e se salvar”, ressalta.

Ainda segundo Miranda, o Corpo de Bombeiros tem intensificado as fiscalizações nos principais pontos de turismo aquático, principalmente nos finais de semana e feriados. Para isso, são montados postos de fiscalizações, há a distribuição de panfletos informativos e os banhistas também são orientados. “Aproveitamos também as redes sociais para divulgar alertas e dicas, já que são mídias de fácil acesso e que abrangem diversos tipos de público”, comenta.

 

Prevenção

De acordo com o Sargento do Corpo de Bombeiros de Uberlândia, Adelso Alves, é preciso incentivar a população a aprender a natação, também como forma de autoproteção. Por isso, o Corpo de Bombeiros, por meio do Programa de Divulgação da Natação (Prodinata), oferece aulas básicas para crianças, acima de sete anos, adolescentes e adultos interessados em aprender a nadar.  O curso tem valor de R$ 32,00 (trinta e dois reais) e as inscrições podem ser feitas do dia 1º ao dia 10 de cada mês.

No batalhão do Corpo de Bombeiros de Uberlândia, as aulas são ministradas três vezes por semana e a duração do curso é de seis meses. “Além das modalidades de nado, ensinamos noções de primeiros socorros em caso de afogamento e práticas de salvamento. A nova turma inicia as aulas em fevereiro”, comenta.

Os interessados em fazer o curso podem procurar a unidade do Corpo de Bombeiros mais próxima, pelo site http://www.bombeiros.mg.gov.br/. Para se inscrever, é preciso apresentar: xerox da carteira de identidade, CPF ou certidão de nascimento da criança e de seus responsáveis; atestado médico para a prática da atividade; duas fotos 3x4 e a ficha de inscrição preenchida, que pode ser impressa também pelo site. O Corpo de Bombeiros oferece isenção àqueles que não podem pagar a taxa de R$ 32. Neste caso, os interessados passam por uma triagem, para aprovação da vaga gratuita.

 

Recomendações

 

Piscinas

As piscinas são grandes atrativos para crianças. Por isso, estes locais devem ser devidamente isolados com barreiras físicas como grades e muros, e guarnecidas com portões que se fecham automaticamente. Os ralos do sistema de bombeamento e filtragem devem ser seguros para evitar sucção de cabelos, por exemplo. Outra dica importante é não utilizar objetos de vidro nas imediações das piscinas.

 

Praias

É preciso ensinar as crianças o significado de toda a sinalização, como placas e bandeiras feitas pelo guarda-vidas ou bombeiro militar. Em locais desconhecidos, o ideal é consultar o guarda-vidas sobre o local, identificando assim as áreas mais seguras e adequadas para o banho.

 

Cachoeiras

Estes locais costumam ter muitas pedras soltas e a presença de Limo (lodo), que deixam o local escorregadio e propício às quedas. Além disso, não é recomendado saltar em locais desconhecidos, pois, em caso de choque, há um grave risco de lesões na coluna vertebral, braços e pernas, que podem deixar sequelas gravíssimas.

© 2009-2016. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.