sexta-feira, 3 de Agosto de 2012 09:33h Gazeta do Oeste

Caixa vazio deixa Olho Vivo às cegas em Ipatinga

Uma das principais ferramentas de combate à criminalidade em Ipatinga, no Vale do Aço, está fora de operação por falta dinheiro. A crise financeira da cidade, que já afeta a limpeza urbana e a saúde pública, agora atinge a segurança. As 43 câmeras do Olho Vivo, em funcionamento desde 2009, foram desligadas há pelo menos dois meses, mas só na quarta-feira (1º) a prefeitura comunicou o fato às polícias Militar e Civil.

 

Segundo o Executivo municipal, o desligamento é temporário, mas não há previsão para retomada do serviço. O custo mensal do programa é de R$ 216 mil e a cidade não paga a Fundação Guimarães Rosa, responsável pelo sistema, há nove meses. A dívida soma R$ 2 milhões. Negociações chegaram a ser feitas, em junho, na tentativa de resolver o problema, sem sucesso.

 



De acordo com a PM de Ipatinga, no primeiro ano de funcionamento dos aparelhos, a redução foi de 44% nos crimes violentos. O índice se manteve estável desde então. A justificativa da prefeitura para o desligamento é a queda de 35,85% no repasse do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). No entanto, segundo o Portal da Transparência de Ipatinga, o problema pode ter tido origem no mau planejamento. Desde 2010, a administração estima uma receita superior ao que é arrecadado. Naquele ano, o esperado era R$ 617 milhões, mas a receita total foi de R$ 527 milhões. Em 2011, a previsão era de R$ 772 milhões, mas foram obtidos R$ 521 milhões.

 



Como solução, a prefeitura alega que, desde o início deste ano, tomou uma série de medidas, como renegociação de contratos, extinção das gratificações, redução das horas extras e exoneração de 50% dos servidores em cargos comissionados.

 

 

 

 

 

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