sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011 00:00h

Calor requer cuidados com animais peçonhentos


Em 2010, 45 pessoas perderam a vida em Minas Gerais em decorrência de acidentes com animais peçonhentos. Em 2009, foram registrados 66 óbitos. Apesar da queda de ocorrências fatais, os números podem ser ainda menores se as pessoas tomarem cuidados, a maioria deles simples. Levando-se em conta o período das férias, em que as crianças ficam mais tempo em casa e a procura por casas de praia e de campo aumentam, a prevenção deve ser redobrada.

É o que afirma a consultora de zoonoses e responsável pelo programa de acidentes por animais peçonhentos da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Helenita Hatanadi. Ela aponta crianças e idosos como o público mais vulnerável.

No ano passado, foram registrados 16.901 acidentes com animais peçonhentos no Estado, número também menor que os 18.029 casos de 2009, o que representa redução de 7%. Para que os índices continuem caindo, a prevenção é a melhor medida. Helenita Hatadani indica precauções a serem adotadas no dia-a-dia e que devem permanecer durante as férias. “Sacudir roupas e calçados antes de utilizá-los e evitar o acúmulo de lixo e entulho nas áreas são atitudes que ajudam a evitar surpresas”, reforça.

Em Minas, os acidentes com escorpiões ocupam o primeiro lugar. Foram registrados, no ano passado, 11.324 casos e 25 óbitos. A consultora de zoonoses explica que a limpeza de terrenos e o cuidado ao manusear lenhas podem evitar acidentes. “O escorpião é um animal que se abriga em locais escuros e neste período de chuvas e calor ele encontra maior oferta de alimentos”, afirma. No caso de acidentes com escorpiões, a pessoa deve ser encaminhada rapidamente para uma unidade de saúde.

O mesmo procedimento deve ser adotado no caso de acidentes com cobras. Em 2010, foram 2.986 casos e 11 óbitos registrados em Minas. No caso da picada de cobra, a primeira providência é lavar o local da picada com água e sabão e em seguida encaminhar imediatamente a pessoa para o atendimento mais próximo.

Outros acidentes
Acidentes com aranhas também são muitos comuns nesta época do ano. Normalmente esses animais são encontrados em ambientes abertos ou nas frestas das paredes. “A pessoa não percebe o momento da picada deste animal, que é caracterizada por uma ferida progressiva, como é o caso da aranha marrom, e demora a procurar os serviços de saúde”, explica Helenita. No ano passado, foram registrados 1.627 casos e quatro mortes por picadas de aranhas.

Helenita Hatanadi também chama a atenção para outros tipos de acidentes, como com enxames de abelhas e contato com lagartas, presentes em árvores frutíferas. Em várias regiões do Estado, existe a presença da espécie de lagarta Lonomia Obliqua, que possui veneno em suas cerdas, podendo causar hemorragias e até mesmo o óbito, caso a vítima não seja tratada com o soro antilonômico. Foram notificados 45 acidentes sem óbitos. Acidentes envolvendo abelhas também são muito comuns. Em 2010, foram registrados 919 casos e cinco mortes.

O recomendado a todas as vítimas de acidentes com animais peçonhentos é que procurem o atendimento médico com urgência e, se possível, leve consigo, em um recipiente seguro, o animal envolvido para que o tratamento e a utilização do soro possam ser feitos de maneira correta.

2011 sem óbitos
Até o momento, 2011 não apresenta ocorrência de óbitos. Foram notificados, até terça-feira (18), 21 acidentes com animais peçonhentos, sendo seis casos com cobras, quatro com aranhas, 10 com escorpiões e um com abelhas.

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