quarta-feira, 24 de Outubro de 2012 09:03h Gazeta do Oeste

Câmara e Prefeitura de BH travam primeiro embate após as eleições

Passadas duas semanas das eleições, oposição e governo têm o primeiro embate na Câmara Municipal de Belo Horizonte. Durante audiências públicas na Casa, que aconteceram na segunda-feira e nessa terça-feira para discutir o orçamento de 2013 da prefeitura, voltaram à tona críticas feitas pelos petistas durante a campanha eleitoral à administração do prefeito Marcio Lacerda (PSB). O vereador Adriano Ventura (PT), que será o relator da Lei Orçamentária Anual (LOA), questionou a redução de verbas destinadas a programas sociais como os direcionados ao idoso, à mulher e à defesa do consumidor. Ele também criticou a diminuição de recursos no próximo ano para mobilidade urbana, saúde da família e melhoria do atendimento hospitalar. Na outra ponta, o secretário municipal adjunto de Orçamento, Thiago Grego, explicou que não houve no orçamento redução no valor dos programas.

De acordo com ele, em alguns casos há menos recursos previstos para 2013 do que neste ano devido a ações onde há entregas de obras em que o orçamento prevê apenas a manutenção. O secretário explicou ainda que em algumas ações os recursos foram realocados. “Houve uma queda, por exemplo, na melhoria do atendimento hospitalar, mas um aumento de 51% na atenção primária à saúde”, exemplificou, acrescentando que isso aconteceu em várias áreas.

A participação tímida dos atuais vereadores e dos eleitos – na segunda-feira 10 parlamentares participaram da reunião e ontem apenas quatro – incomodou representantes de movimentos sociais que marcaram presença: “A principal função do vereador é fiscalizar as atividades da prefeitura e propor leis para melhorar a gestão. Se ele não se faz presente na audiência pública de prestação de contas e se ele não participa de todo o ciclo orçamentário, de toda a proposta, como pode estar presente nas questões da população se ele não está vendo o que está acontecendo?”, pontuou Nemer Sanches, integrante do movimento Nossa BH.

As audiências foram abertas aos belo-horizontinos, que podem apresentar emenda à Lei Orçamentária Anual até hoje pelo site da Câmara, além de ser um espaço onde as pessoas poderiam tirar dúvidas e questionar as aplicações da prefeitura. Apesar de serem destinadas à população, as audiências foram prestigiadas por apenas cerca de 60 pessoas da sociedade civil.

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