quinta-feira, 2 de Outubro de 2014 06:48h Atualizado em 2 de Outubro de 2014 às 06:51h. EM Noticias

Candidatos ao governo de Minas encerram horário eleitoral com troca de acusações

No último dia de programa na TV, Pimenta e Pimentel usam direito de resposta para mais ataques

Na última oportunidade de pedir votos para os eleitores na televisão, os dois principais candidatos ao governo de Minas – o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel (PT) e o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) – tiveram nessa quarta-feira os programas abertos um pelo outro. Os direitos de resposta foram concedidos em razão do clima bélico que dominou as campanhas na reta final, mas nem a punição da Justiça Eleitoral encerrou a guerra. Os dois usaram a última peça para criticar o rival e, só depois, pedir o voto dos mineiros: Pimentel, por ele próprio, e Pimenta, pelo senador Aécio Neves (PSDB).

O primeiro a aparecer foi Pimentel, que usou três minutos do horário de Pimenta para reclamar das “calúnias” e dizer que, quando ministro, estimulou a expansão de empresas brasileiras pelo mundo. “Essa ação gerou mais de um milhão de empregos diretos e indiretos no Brasil, gerou renda e prosperidade para o trabalhador brasileiro. Distorcer o fato e divulgar mentiras é uma tentativa de esconder a ausência de propostas”, afirmou, antes de pedir voto no programa do rival.
A propaganda de Pimenta emendou com a locutora dizendo: “Você acabou de ver o candidato do PT tentando justificar o injustificável”. Em seguida, o ator contratado do programa repetiu a denúncia. Disse que Pimentel tornou secreto o contrato que mandou quase R$ 2 bilhões para Angola e para o porto de Cuba e jogou a bola para o conhecido humorista Nerso da Capitinga completar: “Ês trancou (sic) o contrato pra ninguém poder ver. É esse tipo de gente que tá querendo governar Minas. Ocê vai guentá (sic)?”, questiona o ator, emendando que, “às claras”, é Pimenta da Veiga.

Pimenta falou da seca no Rio São Francisco e concluiu: “Nossa gente, nossos rios, nossa terra são nossas maiores riquezas. Cuidar delas é o meu compromisso com você”. A missão de pedir voto ficou para o senador Aécio Neves, que iniciou dizendo que há 30 anos se dedica a Minas e agora pode ser eleito presidente da República. “Nunca precisei tanto de Minas e dos mineiros como preciso agora. Preciso do seu apoio, da sua solidariedade, do seu trabalho, para juntos governarmos o Brasil”, disse. Ao final, afirmou que a maior ajuda para o projeto é votar em Pimenta.

Pimenta voltou no minuto de resposta que ganhou na campanha de Pimentel. Nele, disse ter sido ofendido em sua honra e que o PT usou montagem fotográfica para atingi-lo. “A verdade é que Pimenta nunca teve problemas com a Justiça, ao contrário do candidato do PT, que responde a vários processos”, afirmou. A campanha convidou o eleitor a entrar em sites do Judiciário e de transparência para ver as ações que tramitam.

Na sequência, a propaganda de Pimentel começou dizendo que o petista está 20 pontos à frente do adversário na última pesquisa Ibope e alfinetou. “Minas quer uma nova atitude, um governador presente, que nunca abandonou Minas Gerais”, diz o locutor. Pimentel agradeceu aos eleitores, criticou a saúde, educação e segurança do estado e reapresentou propostas. O petista terminou dizendo ter 30 anos de vida pública sem abandonar o estado e pediu voto ao eleitor.

Campanha

Fora da TV, os dois candidatos tiveram ontem mais um dia intenso de campanha. Pimenta pediu votos a comerciantes na Ceasa e, depois, apresentou o seu programa de governo. O programa estabelece como prioridades a área social, sobretudo a educação pública, e a infraestrutura. O tucano também destacou projetos para gestão de recursos hídricos, para a regionalização do sistema de saúde e para o aprimoramento da segurança pública.

Pimentel teve encontro com representantes da Polícia Civil. Ele se comprometeu a recuperar a força da instituição que, segundo ele, está “sucateada”. De acordo com o petista, a possibilidade de solucionar crimes é reduzida pela falta de estrutura e equipamentos. Se eleito, ele prometeu resgatar a carreira dos policiais civis.

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