sábado, 15 de Janeiro de 2011 00:00h

Cemig adota medidas preventivas durante período chuvoso

Em virtude de fortes chuvas que atingem o Estado, a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) informa que, como medida preventiva e para evitar riscos para a população, vem realizando gradativamente a abertura de vertedouros de algumas usinas.

Segundo o Centro de Climatologia da Cemig, em dezembro do ano passado choveu menos do que no mesmo período de 2009. “Porém, a maior parte da chuva de dezembro ocorreu a partir do dia 24 e, por isso, ocorreram tantos problemas”, explica o meteorologista Arthur Chaves. No período entre 24 de dezembro e 14 de janeiro, choveu em algumas localidades da Zona da Mata a quantidade esperada para os dois meses.

Devido ao alto volume de chuvas, foi aberto na quarta-feira (12) o vertedouro do reservatório da Pequena Central Hidrelétrica Machado Mineiro, localizada no Rio Pardo, região Norte de Minas e Sul da Bahia. A ação foi necessária para manter o nível do reservatório e preservar um volume vazio o suficiente para amortecer as próximas chuvas, evitando assim variações bruscas na calha do rio e vazões muito elevadas. “O alerta à população que se encontra abaixo da barragem da PCH foi no sentido de as pessoas retirarem equipamentos e animais que pudessem estar próximos às margens, evitando assim que fossem levados pela correnteza”, ressalta Andre Cavallari, engenheiro de planejamento da Cemig.

Abertura de vertedouro
Outras usinas da Empresas também estão com os seus vertedouros abertos, porém sem causar qualquer problema ou risco para as comunidades próximas.

Na Usina Hidrelétrica Três Marias, localizada no Rio São Francisco, na região Central de Minas, o nível de armazenamento do reservatório subiu quase 16% desde o Natal. A represa continua a exercer o controle visando à proteção das cidades em seu entorno, liberando apenas 400 m³/s dos 3.000 m³/s que chegaram ao reservatório. O nível do reservatório encontra-se hoje com cerca de 70% e caso haja necessidade de abertura do vertedouro essa será comunicada e efetuada lentamente, sempre evitando e minimizando os impactos nas cidades.

O mesmo ocorre na UHE Emborcação, no Triângulo Mineiro, que apesar de estar com um nível muito baixo de armazenamento, vem se recuperando significativamente graças à política de operação do Operador Nacional do Sistema (NOS) e as fortes chuvas na região. Do Natal até hoje, o reservatório subiu 12% e hoje se encontra com 34% da capacidade total. A UHE Nova Ponte, também no Triângulo Mineiro, apesar de estar funcionando em plena carga tem se recuperado bem e o nível de armazenamento se encontra em 57%.

As fortes chuvas que caíram sobre o Estado do Rio de Janeiro, também atingiram parte da bacia da UHE Camargos, no Rio Grande, e a vazão aumentou muito. Essa barragem é responsável pelo controle de cheias até a cidade de Ribeirão Vermelho, e a mesma está desempenhando seu papel de controlar a vazão do rio e evitar danos maiores à comunidade.

Recentemente, a cidade de Divinópolis vivenciou uma forte chuva em que o índice alcançado foi de 62 mm em apenas oito horas. A vazão que chegava no rio Itapecerica aumentou significativamente assim como a vazão da barragem da PCH Cajuru, que passou então a controlar o nível do rio abaixo dessa PCH, evitando problemas para as cidades de Pitangui, Conceição e São Gonçalo do Pará.

Em Irapé, no Norte de Minas, o reservatório também está se recuperando bem, e desde o Natal seu nível subiu 11% e se encontra hoje com 80% da capacidade.

Nos arredores da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), as PCHs de Rio de Pedras (no rio das Velhas) e de Peti (no rio Santa Bárbara) também tiveram aumentos de vazão, porém pouco significativos. Já no restante da bacia do Rio Doce, as chuvas foram intensas e ocorreram algumas enchentes em cidades de médio porte, como Governador Valadares. Por não existirem reservatórios de acumulação nessa bacia, as barragens existentes não têm capacidade para efetuar o controle de vazão, liberando, quase que ao mesmo tempo, todo o volume de água que chega, funcionando apenas como um instrumento de aviso para as comunidades em conjunto com o Serviço Geológico do Brasil – CPRM através do Sistema de Alerta do Rio Doce.

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