terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011 00:00h

Cemig apresenta pesquisas no Encontro Brasileiro de Ictiologia

A Companhia Energética de Minas Gerais – Cemig apresenta as principais pesquisas realizadas no âmbito do Programa Peixe Vivo durante o XIX Encontro Brasileiro de Ictiologia. O evento, que iniciou no dia 30 de janeiro e vai até 4 de fevereiro, acontece pela primeira vez em Manaus (AM). Criado para preservar as espécies de peixes nativas nas bacias hidrográficas onde a Cemig tem usinas, o Programa Peixe Vivo vai apresentar 17 estudos.

O encontro tem como tema as fronteiras do conhecimento em ictiologia. A comunidade científica discute os principais trabalhos desenvolvidos no País sobre peixes neotropicais, envolvendo pesquisas sobre taxonomia, sistemática, estudos genéticos e de ultraestruturas, reprodução, ecossistemas aquáticos e compreensão de padrões biogeográficos e evolutivos.

Universidades, órgãos de fomento federais e o setor energético investem na geração de conhecimento buscando preservar a biodiversidade nos rios nacionais e mitigar o impacto às espécies de peixes nativas. As concessionárias de energia elétrica Copel, Duke, Tractebel, Itaipu, Furnas, Cesp, Eletronorte e Chesf apresentarão estudos, sendo que a Cemig é a empresa que mais trabalhos desenvolveu e patrocinou, totalizando 17.

Estudos

Um dos destaques é o índice de integridade biótica, ferramenta de avaliação que compreende atributos biológicos e físicos do ambiente para analisar seu estado de conservação. Para isso, são coletados e analisados organismos que vivem no fundo dos rios, como macroinvertebrados. O índice deve se tornar uma importante ferramenta no gerenciamento da qualidade ambiental das bacias hidrográficas no Brasil.

Outros estudos referem-se à biotelemetria, comportamento e habitat alimentar, métodos de captura de peixes, avaliação da biodiversidade, reprodução, parasitas, variação na estrutura de comunidade de peixes, dentre outros temas. As pesquisas subsidiam as ações de conservação realizadas pela Cemig em parceria com instituições locais.

Segundo o coordenador do Programa Peixe Vivo, João Lopes, é essencial para medir o sucesso de um projeto a sua capacidade de gerar conhecimento científico. “Mesmo com a distância do local do evento e o pouco tempo de Programa, estamos garantindo que esses trabalhos sejam compartilhados com a sociedade”, destaca.

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