segunda-feira, 19 de Janeiro de 2015 08:43h Atualizado em 19 de Janeiro de 2015 às 08:44h.

Centro de Controle de Zoonoses alerta para alto índice de infestação do mosquito da dengue em Oliveira

Ações serão realizadas para evitar epidemia

O Centro de Controle de Zoonoses de Oliveira realizou na última semana o trabalho de coleta de material para o primeiro ciclo do Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) em 2015 para detectar a incidência de infestação do mosquito transmissor da dengue na região urbana do município que entra em estado de alerta.
Segundo o primeiro resultado do Levantamento Rápido do Índice de Infestação de Aedes Aegypti (LIRAa) 2015, a cidade está em risco de uma epidemia de dengue. O índice de infestação médio do Aedes Aegypti, transmissor da dengue, foi de 4,3%. O aceitável pelo Ministério da Saúde é de apenas 1%. Ainda de acordo com a pesquisa, 45% dos focos de dengue foram encontrados em depósitos ao nível do solo (barril, tambor, pingadeiras, bebedouros, etc.) 25% dentro das casas, em vasos de plantas entre outros. Ações serão realizadas para evitar epidemia.
O trabalho foi realizado nos dias 13, 14 e 15 de janeiro e teve como objetivo analisar o índice de infestação do Aedes aegypti (transmissor da dengue) e Aedes albopictus (transmissor da febre chikungunya) geral do município e por região, quais os recipientes predominantes utilizados pelos mosquitos para seu desenvolvimento e, com o resultado, buscar as possibilidades para seu controle. Foram vistoriados aproximadamente mil imóveis e o estudo revelou que o índice de infestação médio do Aedes Aegypti no município é de 4,30. O número alerta para uma epidemia, já que a cidade está em um parâmetro de situação de médio risco. De acordo com o Ministério da Saúde, o índice aceitável é de até 1%.
A pesquisa ainda comprovou que em alguns bairros o índice atingido foi acima de 4%, aumentando ainda mais a preocupação com a saúde no município. "Esses bairros são N. Sra. das Graças, Cristo Redentor, Rosário, São Bernardo, Cabrais, São Sebastião, Artur Henrique Melo, Progresso, Cíntia, Oscar Faria Lobato, Condomínio Rocha Costa, Santa Maria,Triângulo, Santo Antônio, Elias Raimundo, Segredo, Barro Preto, Nazle Simão, Domingos Ribeiro e Jardim Panorâmico. Essas três regiões têm índice acima de 4%", explicou o coordenador de vigilância em saúde. O LIRAa revelou ainda que muitos dos focos foram encontrados dentro das casas, o que significa que a população precisa participar de maneira mais ativa no controle do mosquito.
Segundo o Diretor de Vigilância Sanitária e Epidemiológica Célio Willian Ferreira Damasceno, o município realizará ações para diminuir os números e afastar os perigos do mosquito do município. No dia 16 de janeiro, após o fechamento do resultado do LirAa, juntamente com os supervisores de campo e o Supervisor Geral Laércio Fernando Justino, já foi iniciada uma nova estratégia de trabalho para diminuir os índices.. "Temos encontrado resistências de moradores em relação à entrada dos agentes em algumas casas, ressaltamos que é grande índice de casas fechadas o que dificulta nosso trabalho pedimos a população a colaboração que entre em contato com agente de sua área ou com a secretaria de saúde e colabore com o trabalho de combate a dengue” alertou o diretor. Informações e denuncias podem ser feitas pelos fones (037)-3331 1805 ou 037-9846 6817 ou através dos e-mails visapmooliveira@gmail.com ou vigilância.sanitaria@oliveira.mg.gov.br.


SINTOMAS

Os sintomas da dengue são febre alta com início súbito; forte dor de cabeça; dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos; perda do paladar e apetite; manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores; náuseas e vômitos; tonturas; extremo cansaço; moleza e dor no corpo; muitas dores nos ossos e articulações.
É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.
Segundo dados do Município, no período de pouco mais de um ano, do final de dezembro de 2013 até 03 de janeiro de 2015, foram registrados 981 casos de dengue. Destes, 58 foram confirmados por meio de exames em laboratório.

FEBRE CHIKUNGUNYA

Outra doença que exige cuidados é a febre chikungunya, que é parecida com a dengue, causada pelo vírus CHIKV, da família Togaviridae. O modo de transmissão é pela picada do mosquito Aedes aegypti infectado e, menos comumente, pelo mosquito Aedes albopictus.
Os sintomas são semelhantes aos da dengue: febre, mal-estar, dores pelo corpo, dor de cabeça, apatia e cansaço. Porém, a grande diferença da febre chikungunya está no acometimento das articulações: o vírus avança nas juntas dos pacientes e causa inflamações com fortes dores acompanhadas de inchaço, vermelhidão e calor local.

DICAS PARA EVITAR A PROLIFERAÇÃO DO MOSQUITO

• providenciar limpeza periódica e vedamento dos tambores e tanques;
• limpar semanalmente os ralos e usar tela de malha fina;
• destinar o lixo para a coleta pública;
• escoar a água dos pratos e plantas;
• limpar e drenar calhas, lajes e piscinas;
• limpar periodicamente os lotes Vagos

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