quinta-feira, 30 de Janeiro de 2014 07:18h Atualizado em 30 de Janeiro de 2014 às 07:20h.

Certifica Minas Café deve atingir a marca de 1.700 propriedades certificadas em 2014

O programa é uma iniciativa do governo estadual e executado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

O Certifica Minas Café deve atingir a marca de 1.700 propriedades cafeeiras certificadas até o fim de 2014. O programa é uma iniciativa do governo estadual e executado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG) e do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). O Certifica Minas Café estimula os produtores a adotarem boas práticas de produção, uma gestão moderna da propriedade e incentiva a preservação ambiental.

Atualmente, 214 municípios mineiros participam do Certifica Minas Café. O número de propriedades certificadas é de 1.643. “A evolução das propriedades rurais e dos produtores é evidente. Hoje eles trabalham na atividade de uma maneira mais profissional, fazendo que sua propriedade seja uma empresa rural independentemente do tamanho dela”, afirma o coordenador do Certifica Minas Café/Emater–MG, Julian Silva Carvalho.

Com a atuação de extensionistas especialmente treinados para a atividade, a Emater–MG orienta os produtores sobre as adequações das fazendas candidatas à certificação. Após essa etapa, o IMA faz as auditorias preliminares para checar se todas as exigências foram obedecidas. Em seguida, uma certificadora de reconhecimento internacional faz a auditoria final e concede a certificação às propriedades.

“Os extensionistas promovem as boas práticas agrícolas com o Programa Certifica Minas Café e o produtor adota modelos de produção sustentáveis através das orientações técnicas. São práticas agronomicamente corretas e que auxiliam o produtor a maximizar o processo de produção, obtendo maior produtividade de maneira racional e sustentável”, explica Julian Carvalho.

O Certifica Minas Café incentiva o equilíbrio entre produção e meio ambiente. O cafeicultor tem de cumprir 95 itens para conseguir a certificação de sua propriedade,. Por meio do programa os pordutores aprendem a fazer uma gestão mais eficienete da da propriedade e desemvolvem ações de preservação ambiental.

As ações são bastante diversificadas. Em todas as propriedades certificadas são elaborados mapas georreferenciados, destacando todas as fontes de água e projetos contendo um planejamento para proteção das mesmas. As nascentes devem estar protegidas para evitar o pisoteio e a compactação do solo e facilitar a revegetação.

O cafeicultor também tem de adotar diversos procedimentos para a conservação e preservação da água e do solo. Dentre eles estão a manutenção da vegetação entre as linhas do cafeeiro, a construção de caixas de contenção de enxurradas e a realização de roçadas para controle do mato. Essas práticas melhoram a infiltração da água no solo e diminuem o seu escoamento superficial. Além disso, aumentam a diversidade biológica da propriedade e evitam a erosão.
O município de Caratinga, região Leste de Minas Gerais, tem 11 propriedades certificadas pelo Certifica Minas Café e 25 cadastradas. A propriedade de Paulo César Fernandes é um exemplo de boas práticas de produção e preservação ambiental. Ele conta que aprendeu técnicas eficientes para a renovação da lavoura velha, como controlar os gastos e proteger as 6 nascentes da fazenda. De acordo com Paulo César, todas essas medidas adotadas tiveram impacto na produção do café que cresceu 15%.

Marcelo Carneiro é outro produtor de Caratinga que participa do Certifica Minas Café. Segundo ele, um dos principais ganhos foi a organização da propriedade. Depois de aprender a lidar com as ferramentas de gestão disponibilizadas pelo programa, o produtor passou a controlar todo o processo de produção do café. “A vantagem disso é que a gente tem o controle do terreiro, descobre os gargalos e consegue medir o custo/benefício”, diz Carneiro.

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