sexta-feira, 21 de Janeiro de 2011 00:00h

Certifica Minas Café supera meta em 2010

Em 2010, o Certifica Minas Café certificou 1.294 propriedades superando a meta prevista de 1200 certificações. O programa é uma inicativa do Governo estadual e executado pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em parceria com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA). Instituições vinculadas à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O objetivo é estimular os produtores a adotarem boas práticas de produção e uma gestão moderna da propriedade para agregar valor ao café mineiro.

Com a atuação de extensionistas especialmente treinados para a atividade, a Emater orienta os produtores sobre as adequações das fazendas candidatas à certificação. Após essa etapa, o Ima faz as auditorias preliminares para checar se foram obedecidas todas as exigências. Em seguida, uma certificadora de reconhecimento internacional faz uma auditoria final e concede a certificação às propriedades.

“Esse é um programa inovador. Acreditamos que nos próximos anos o Certifica Minas Café vai tomar uma dimensão cada vez maior e vamos conseguir atender mais produtores sem perder a qualidade”, afirma o coordenador do Certifica Minas Café/Emater, Julian Carvalho.

Práticas de produção
Hoje em dia é comum encontrar o cafeicultor Sebastião da Cunha, do município de Patrocínio, região do Alto Paranaíba, no meio do cafezal fazendo anotações. Ele registra todas as informações sobre a lavoura. Prática que aos poucos virou rotina. As anotações não se resumem à parte financeira, mas também ao desenvolvimento da própria cultura. A lavoura é dividida em pequenas áreas, chamadas de talhões. Isso facilita a identificação e solução de possíveis problemas. “Era tudo misturado. Eu não sabia quanto gastava ou qual era o lucro. Hoje eu sei o que gasto, o que a lavoura produz”, diz o produtor. Os defensivos agrícolas e as embalagens vazias são guardadas em um depósito longe da lavoura, de nascentes e da casa do cafeicultor. Medida que visa evitar acidentes e a preservação ambiental.

Essas são algumas das adaptações que Sebastião da Cunha teve de fazer em sua propriedade para conseguir o selo do Certifica Minas Café. Desde 2008, a propriedade dele é certificada. Para alcançar esse objetivo não foi fácil, mas o produtor espera colher bons frutos por tanta dedicação. A expectativa do cafeicultor é valorizar ainda mais seu produto e conquistar novos mercados.

Todos os cafeicultores que se cadastraram no Certifica Minas Café tiveram de adotar as chamadas boas práticas de produção que incluem, por exemplo, o plantio de mudas certificadas, controle da erosão, análise de solo e a preservação de nascentes. Os extensionistas da Emater orientam os produtores sobre todas as modificações exigidas. Com a certificação do café o consumidor também ganha. “O café certificado tem mais qualidade porque é tudo feito corretamente”, explica o extensionista do escritório da Emater em Patrocínio, Consuelo Eustáquio dos Reis.

Há um ano, o cafeicultor José Paulo conseguiu certificar a sua propriedade. Ele ficou sabendo do programa por meio da Emater. A lavoura dele tem 8 hectares e produz em média 150 sacas de 60kg/ano. Segundo o produtor, o café da propriedade dele ganhou em qualidade. “Nós estamos caminhando para uma época que tem de se fazer a certificação do café. Você não tem mercado sem a certificação”, afirma José Paulo.
 

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