quarta-feira, 30 de Dezembro de 2015 11:26h Agência Minas

Chamada Pública do Leite fecha o ano com 6.300 beneficiados

Lançado em abril, o programa leva conhecimento e ensina novas técnicas para o aumento da produção

Criado em parceria com Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) e governo federal, o programa Chamada Pública do Leite encerra 2015 com 6.300 famílias beneficiadas, 264 municípios participantes e 315 unidades demonstrativas implantadas. Além disso, foram realizados cursos de capacitação em diversas áreas ligadas à produção leiteira, dias de campo sobre bovinocultura de leite, visitas técnicas e planos produtivos com o objetivo de socializar novas tecnologias à realidade de cada região.

De acordo com a coordenadora técnica estadual do programa na Emater-MG, Cristina Linhares, a iniciativa tem como foco a bovinocultura leiteira e visa melhorar as condições de produção, com perspectiva de aumento de renda e melhoria na qualidade de vida das famílias beneficiadas. “O programa presta aos beneficiários uma assistência técnica qualificada e continuada, com atividades planejadas de acordo com realidade de cada agricultor. Considerando a importância da atividade, para o Estado, esperamos que através do programa os produtores desenvolvam as ações com qualidade e sustentabilidade”, destaca.

Cristina Linhares explica as atividades são planejadas e definidas em parceria. As unidades demonstrativas, propriedades usadas como plano piloto para o experimento de novas tecnologias, servem de referência. Nelas também são ministradas capacitações, dia de campo, visitas técnicas e troca de experiências com outros produtores, além de aperfeiçoamento de técnicas de manejo de rebanho, ordem higiênica e melhoria de pastagens, entre outros.

 

Produção no estado

Dados da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento mostram que, em 2014, Minas Gerais contabilizou 23.707.042 mil cabeças de gado, representando 11,2% de participação no país, conferindo ao estado o segundo lugar no ranking nacional, perdendo somente para Mato Grosso.

O rebanho de vacas ordenhadas representa 25,2% de participação no Brasil dando ao estado o primeiro lugar no ranking nacional, com 5.808.524 cabeças de gado leiteiro. Minas Gerais produziu 9.367.470 mil litros de leite representando 26,5% de participação de toda produção brasileira, colocando o estado em primeiro lugar. O Triângulo Mineiro representa 10,9% de toda a produção mineira e aparece como primeiro colocado no ranking de rebanhos do gado leiteiro.

O Triângulo possui duas unidades regionais (Uberaba e Uberlândia) que, juntas, abrangem 28 municípios e somam 800 famílias beneficiadas. Além disso, 40 unidades de demonstração foram implantadas. Nelas, são realizadas visitas, exposições e cursos que são definidos de acordo com as demandas de cada município.

Para o produtor Wilson Pereira da Silva, de 53 anos, depois do ingresso no programa sua realidade mudou. Ele tinha 30 vacas ordenhadas e sua produção diária era de 90 litros. Atualmente, ele possui 52 vacas e sua produção saltou para 800 litros por dia. Além disso, é filiado em duas cooperativas, onde vende sua produção e realiza compras coletivas de ração para conseguir melhor preço.

“Eu sempre tive assistência da Emater. Quando me indicaram o programa eu logo me interessei, tinha certeza que muita coisa iria mudar, fiz os cursos, mudei a ração, adequei às instalações do meu curral e hoje tenho um aumento 90% de produção e espero produzir ainda mais ano que vem”, comemora Wilson.

 

Metas para 2016

Para 2016, as visitas técnicas às unidades de produção familiar serão intensificadas e também será elaborado o Cadastro Ambiental Rural (CAR), que visa avaliar a situação de cada propriedade, como o estado de preservação ambiental e o combate ao desmatamento. Tudo de acordo com a lei federal 12651/2012, que estabelece normas gerais de proteção e uso sustentável das florestas e demais formas de vegetação nativa. Além disso, serão realizados mais oficinas de capacitação e uma avaliação anual do programa medindo pontos positivos e negativos.

A Chama Pública do Leite funciona por meio de um convênio com o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O programa estabelece ações específicas para prestação de assistência técnica à cadeia produtiva do leite. São realizadas ações voltadas para a melhoria da produção leiteira, como formação e recuperação de pastagens degradadas, uso de técnicas para aumentar a infiltração de água no solo e o melhoramento genético dos animais.

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