sábado, 3 de Maio de 2014 06:04h

Circuito Mineiro de Fruticultura começa no próximo dia 07, em Delfinópolis, debatendo bananicultura

O 5º Circuito Mineiro de Fruticultura, o Frutificaminas, terá inicio no dia 07 de maio, em Delfinópolis, Sul de Minas.

A programação, composta de palestras, vai focar na cultura de banana. É que a fruta é considerada o produto mais importante do PIB agropecuário do município. O evento será realizado na Pousada Girassol, de 8h às 12h. O local fica no km 8, da Rodovia Delfinópolis/Cássia. O Frutificaminas é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa), executada e coordenada pela Empresa da Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), com o apoio de parceiros públicos e da iniciativa privada. A proposta é socializar tecnologias para melhorar a quantidade e a qualidade das frutas produzidas no Estado e assim aumentar a renda do produtor, mantendo e gerando empregos no segmento.

Constituído de palestras técnicas, oficinas ou dias de campo, dependendo do lugar onde acontece, o Frutificaminas deste ano deverá percorrer 17 municípios mineiros, segundo o coordenador técnico estadual de Fruticultura da Emater-MG, Bernardino Cangussú. “Vamos disponibilizar informações técnicas e conjunturais aos produtores rurais mineiros, envolvidos na atividade de fruticultura. É importante discutirmos oportunidades com o segmento”, explica. De acordo o coordenador, nos últimos quatro anos o circuito contabilizou 33 eventos, com a participação de 5.663 produtores e caravanas de mais de 250 municípios. “No ano de 2013 realizamos dez etapas com 1.223 participantes”, completa.

Ainda conforme o coordenador técnico estadual, a fruticultura é uma atividade que utiliza grande quantidade de mão de obra, sendo bastante viável nas pequenas propriedades. “Só em Minas Gerais, ela gera 500 mil empregos”, garante. Bernardino Cangussú ressalta no entanto, que, para isso ocorrer, é necessário o estabelecimento de parcerias com os setores de produção, pesquisa e extensão, comercialização e agroindústrias, envolvendo setores públicos e privados, na busca pela obtenção de frutas de boa qualidade, oferta regular, livre de resíduos de agrotóxicos e preços competitivos. “Não bastam só as potencialidades. São necessárias parcerias, incentivos e políticas que permitam mudanças na realidade e a consolidação da fruticultura nos municípios”, salienta.

Na avaliação de Cangussú, Minas Gerais possui todas as condições climáticas para produzir durante todo o ano, frutas tropiciais, subtropicais e temperadas. Para o coordenador da Emater-MG, o aumento do consumo de frutas in natura e de sucos naturais é uma tendência mundial que se materializou no país, criando “a necessidade do aumento da produção e da qualidade das frutas”. Dados do IBGE confirmam o potencial da fruticultura no Estado. Minas Gerais tem cerca de 112 mil hectares de área plantada, ocupando entre o 4º e 5º lugar na produção nacional. Em nível mundial, o Brasil é o terceiro maior produtor de frutas, com 42 milhões de toneladas produzidas de um total de 340 milhões de toneladas colhidas em todo o mundo.
Produção de Banana em Delfinópolis
Em Definópolis, a agenda do Frutificaminas prevê o debate dos seguintes temas: “Sistemas de produção de banana”; “Avaliação de cultivares e genótipos de bananeira no Sul de Minas” , além de “Irrigação e fertilização na cultura bananeira”. Principal atividade da agricultura local, a bananicultura completou 20 anos de implantação no município. “Há vinte anos iniciamos o preparo de solo para o plantio dos primeiros bananais aqui. Era uma alternativa ao cultivo de café, que na ocasião atingiu níveis recordes de baixa no preço da saca”, relembra o extensionista do escritório da Emater-MG local, o engenheiro agrônomo Sávio Marinho,também produtor de bananas.

Ainda segundo o agrônomo da Emater-MG, atualmente a bananicultura é exercida por 65 produtores locais que cultivam juntos uma área total de 1.505 hectares. E a produção prevista para 2014 é de 27.500 toneladas da fruta, com valor estimado em R$ 27,5 milhões. A variedade mais plantada de banana é a do tipo prata-anã. “Esta é uma atividade que gera receita elevada por área, portanto é adequada às pequenas propriedades. Além disso, ela faz uso intensivo de mão de obra. A cada três hectares de plantação de banana, por exemplo, gera um emprego direto. Entretanto os riscos são maiores. As pragas e doenças devem ser controladas adequadamente”, pondera.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.