terça-feira, 28 de Fevereiro de 2012 09:14h Atualizado em 28 de Fevereiro de 2012 às 10:35h. Sarah Rodrigues

Clientes reclamam de guarda-volume

Falta de escaninhos e de segurança são questionamentos

Clientes de bancos têm reclamado com frequência dos guarda-volumes. Os equipamentos que foram implantados através de lei, às vezes se mostram ineficientes por estarem na rua, por serem muito eletrônicos, ou por estarem em pouca quantidade dentre outros fatores. Diversas vezes os consumidores saem insatisfeitos, principalmente as mulheres com muitos objetos.
O comerciante Everton Jonas Ribeiro passou por uma situação constrangedora, na tarde de ontem. Ele e a esposa foram fazer um saque de alto valor, tiveram a bolsa travada pela porta e utilizaram um guarda-volume. Após sair com os valores sacados, o escaninho não abriu rapidamente e eles ficaram pelo menos 20 minutos com o pacote contendo o dinheiro do lado de fora da agência. “A gente foi ao banco fazer uma retirada e como a bolsa da minha esposa não passou na porta detectora de metais, o guarda disse para a gente colocar no guarda-volume. Só que as portas do guarda-volume ficam para fora, que para usá-lo é necessário usar o cartão do banco, para colocar uma funcionária do banco nos ensinou a colocar, na saída nós passamos o cartão de todas as formas e não abriu”.
Ribeiro ficou temeroso por estar com uma grande quantia do lado de fora da agência e estar com um envelope que era facilmente reconhecido como bancário. “Nós pedimos orientação dos guardas sobre como passar o cartão e que a gente estava com uma quantia muito grande de dinheiro na porta do banco, e precisávamos tirar a bolsa e guardar nela o dinheiro. Perguntei para uma funcionária do banco se acontecesse alguma coisa enquanto eu estava lá fora se eles iriam me ressarcir. Porque até é responsabilidade do banco, porque travou e não abriu”, relata.
Desesperado o comerciante tentou de várias formas abrir o guarda-volume com seu cartão bancário foi até que ele deu um “tranco na porta” com um capacete e o escaninho facilmente se abriu.“Foi até a hora em que bati o meu capacete no guarda-volume e abri a porta. Com uma simples pancada de um capacete o guarda-volume do banco foi aberto. Imagina se fosse outra pessoa com valores maiores em uma bolsa lá e alguém batesse e abrisse”.
Segundo Everton motoristas que estavam próximos ao local, esperando para entrarem no horário de serviço se assustaram ao ver que uma pequena batida abriu o guarda-volume. “Os funcionários de uma empresa de ônibus estavam sentados próximo ao banco e se assustaram, pois dei uma “pancadinha”, que nem deu sinal no capacete e a porta abriu”, conta.
Everton relata que a esposa vai ao banco com frequência e que muitas vezes entrou com a mesma bolsa, até mais cheia e não foi barrada. “A bolsa da minha esposa não tinha nada além da carteira para ser barrada. A porta desse banco é um problema, ou os guardas não estão sabendo trabalhar, a gente sempre vê as pessoas barradas na porta”.
Para o comerciante na maioria dos bancos a quantidade de guarda-volumes é insuficiente. “Nunca, imagina se todas as mulheres ou pessoas com bolsas ou mochilas fossem deixar ali, não caberia, são poucos e alguns estão com defeitos. Foi uma coisa muito mal feita, esses guarda-volumes virados para a rua” relata.

FISCALIZAÇÃO
De acordo com o vereador Beto Machado, autor da lei dos guarda-volumes, no dia 08 de fevereiro ele encaminhou um ofício ao Secretário de Meio Ambiente, Pedro Coelho explicando sobre os problemas em relação aos equipamentos. Segundo Beto, as reclamações são em relação ao número obrigatório de escaninhos que não vem sendo cumprido pela maioria das agências e também em relação à alguns bancos que possui armários do lado de fora. “O guarda-volume deve ficar antes da porta detectora de metais, mas não deve ficar na rua, porque não gera segurança nenhuma”, argumentou Machado.
O vereador salientou que o secretário Pedro Coelho disse que mandaria os fiscais de postura novamente às agências e notificaria aquelas que continuassem a descumprir a normativa. Machado pontuou que a multa para os bancos que continuem a descumprir a lei é de R$ 94 mil. “Nós estamos aguardando a resposta do oficio”, frisou Beto.

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