sexta-feira, 9 de Março de 2012 09:12h Atualizado em 9 de Março de 2012 às 10:01h. Vinícius Soares

Clientes reclamam de prestação de serviços da Copasa

Alguns bairros da cidade têm ficado sem água frequentemente, na terça feira a região Sudeste ficou sem abastecimento durante toda a manhã

Água. Elemento fundamental para a vida no planeta Terra, assim como a luz solar e o oxigênio. Estudiosos prevêem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações. Há sinais dessa tensão em áreas do planeta como Oriente Médio e África. Mas também os brasileiros, que sempre se consideraram dotados de fontes inesgotáveis, vêem algumas de suas cidades sofrerem falta de água. A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo. Outro foco de dificuldades é a distância entre fontes e centros consumidores. É o caso da Califórnia (EUA), que depende para abastecimento até de neve derretida no distante Colorado. E também é o caso da cidade de São Paulo, que, embora nascida na confluência de vários rios, viu a poluição tornar imprestáveis para consumo as fontes próximas e tem de captar água de bacias distantes, alterando cursos de rios e a distribuição natural da água na região. Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%) e o desperdício ainda assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.
Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País.O Brasil concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Além disso, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do Semi-Árido, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponíveis 6% do total da água.

Em Divinópolis, a falta de água tem sido constante., no ano passado, foram mais de 80 ocorrências ao longo de 2011. Terça-feira, (06), o serviço foi interrompido em toda Região Sudeste da cidade, nos bairros: Nações, Antônio Fonseca Filho, Santa Tereza, Ponte Funda e Nossa Senhora das Graças, mas o abastecimento foi normalizado até as 12h. O mesmo problema também ocorreu no bairro Novo Paraíso, mas o mesmo  foi contido precisamente às 17h30.

Também da terça, (06), na 9ª reunião ordinária da Câmara Municipal, a vereadora Heloísa Cerri (PV) e o Pastor Paulo César do (PRB), criticaram a prestação de serviços da Copasa no município, dizendo que um sistema vital, como é o de abastecimento, não pode deixar a desejar.  

Encarregado de atendimento ao cliente na cidade, Emerson Menezes, falou sobre a situação e ainda revelou uma novidade no sistema. “A Copasa está instalando um sistema 3T. Que é um acompanhamento em tempo real, monitorado por câmeras, que alertará as sedes sobre os possíveis riscos de falta de água nos bairros, conectando as sedes a matriz, no bairro Bela Vista. Não temos como prever os incidentes de pressão hidráulica nos canos e respectivos estouros, mas agimos sempre com prontidão nas ocorrências” explicou Emerson.
 

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.