quarta-feira, 8 de Outubro de 2014 06:10h Estado de Minas

Com alimentos mais caros, inflação acelera em setembro e supera teto da meta

Em agosto deste ano, a taxa havia sido 0,25%. Em 12 meses, a taxa ficou em 6,75%, acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%

Depois de três meses de trégua, o preço dos alimentos voltou a subir. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,57%, ante uma variação de 0,25% em agosto. No ano, o IPCA acumulou uma alta de 4,61%. Em 12 meses, a taxa ficou em 6,75%, acima do teto da meta estipulada pelo governo, de 6,5%. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o levantamento, o grupo alimentação e bebidas saiu de deflação de 0,15% em agosto para alta de 0,78% no mês passado e respondeu pelo maior impacto por grupo na taxa de 0,57% do IPCA de setembro, com uma contribuição de 0,19 ponto porcentual. O aumento respondeu por um terço da inflação.

Os alimentos vinham de três meses de quedas: junho (-0,11%), julho (-0,15%) e agosto (-0,15%). Em setembro, o principal aumento foi o das carnes, que subiram 3,17%, o equivalente a uma contribuição de 0,08 ponto porcentual para a inflação do mês e maior impacto no IPCA.

O quilo ficou, em média, 3,17% mais caro. No entanto, outros produtos importantes na cesta do consumidor também aumentaram em setembro, como cebola (10,17%), cerveja em casa (3,48%), farinha de mandioca (2,52%) e frutas (2,11%). Em Belo Horizonte, as contas de energia elétrica ficaram 1,34% mais caras, em função das alíquotas do PIS/PASEP/COFINS.

Outro grupo de despesas que teve contribuição importante para a inflação de setembro foi transportes, com taxa de 0,63%.
Só as passagens aéreas subiram 17,85%.

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