sexta-feira, 29 de Abril de 2016 14:12h ALMG

Comissão do Idoso debate o Programa Saúde da Família

Audiência pública nesta quarta (4/5) ouve médica especialista em geriatria para debater cuidados com a saúde do idoso

A Comissão Extraordinária do Idoso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza audiência pública, nesta quarta-feira (4/5/16), às 16h30 no Plenarinho II, para ouvir a médica do Programa Saúde da Família (PSF) da Prefeitura de Belo Horizonte, Flávia Lanna de Moraes, sobre geriatria, saúde do idoso e envelhecimento saudável. O requerimento é de autoria dos deputados Isauro Calais (PMDB) e Glaycon Franco (PV) e a deputada Geisa Teixeira (PT).

Isauro Calais, presidente da comissão, reforça a importância da reunião. "A sociedade tem que mudar seu olhar sobre o idoso, para que a desigualdade e o desrespeito aos direitos deles possam ter um fim. E a lição tem que começar dentro de casa, lugar onde são registrados os maiores índices de violências contra os idosos. Esta comissão tem debatido esse tema como forma de alerta e também para traçarmos ações que possam contribuir com uma melhor qualidade de vida na terceira idade", afirma.

 

 

 

Já a deputada Geisa Teixeira lembra que o PSF é fundamental para o atendimento domiciliar da população, sobretudo da idosa, pois permite a interação entre as pessoas e os agentes de saúde, criando relações de confiança. "No caso dos idosos, essa relação é ainda mais importante, porque eles são muito carentes e exigem cuidados especiais", comenta.

Além da médica do PSF, foi convidada também para a audiência pública a coordenadora do Projeto PUC Mais Idade, Anna Cristina Pegoraro de Freitas.

 

 

 

PSF - O Programa Saúde da Família foi implantado no Brasil pelo Ministério da Saúde na década de 1990 e é mais conhecido hoje como Estratégia de Saúde da Família. Ele é uma reorientação do modelo de assistência, no qual cada equipe é responsável por um número definido de famílias localizadas em uma área geográfica delimitada.

O PSF beneficia 83% da população de Belo Horizonte, em áreas de vulnerabilidade essa cobertura chega a 100%. No último ano, as equipes, formadas por médico, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde, realizaram quase 5 milhões de visitas domiciliares na Capital. O projeto inclui ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação e reabilitação de doenças com o foco na família e no ambiente em que vivem.

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