terça-feira, 22 de Abril de 2014 07:46h

Concerto Sinfônica na Cidade executa obras complexas de Mozart e Elgar

Programa conta com regência do maestro convidado Jamil Maluf e vai apresentar as peças Sinfonia Nº 41 – Júpiter, de Mozart; e Variações Enigma, de Elgar.

Em mais uma ação para garantir o acesso do público à música erudita, a Fundação Clóvis Salgado promove o concerto Sinfônica na Cidade, com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais. A apresentação celebra dois grandes nomes da música clássica mundial e traz as peças Sinfonia Nº 41 – Júpiter, de Mozart; e Variações Enigma, de Elgar. O evento conta, pela primeira vez, com a regência do ex-maestro da Orquestra Sinfônica Experimental de São Paulo, Jamil Maluf. A apresentação acontece no dia 30 de abril, às 20h, no Sesc Palladium, em Belo Horizonte.

A presidente da FCS, Fernanda Machado, ressalta a importância da Orquestra Sinfônica se apresentar em variados espaços cultural da cidade. “Como instituição pública, temos a missão de manter viva a memória de grandes compositores da música erudita. E a Orquestra Sinfônica tem feito esse belo trabalho de resgate dos grandes nomes da música clássica se apresentando em vários espaços culturais da cidade. Acreditamos que essa iniciativa está em sintonia com as diretrizes da Fundação Clóvis Salgado no que diz respeito à promoção e à difusão da arte e da cultura”, destaca.

Última sinfonia composta por Wolfgang Amadeus Mozart, e considerada a mais complexa de suas obras, a Sinfonia Nº 41 –Júpiter combina o rigor da técnica do contraponto, característico do período barroco, com uma linguagem própria. Segundo o maestro titular da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, Marcelo Ramos, a obra de Mozart é uma das mais icônicas da música clássica. “Essa é uma peça madura, longa, que exige uma grande capacidade técnica dos músicos. Mas o resultado é sempre uma sinfonia muito bonita”, aponta.

Composta em 1788, o título da obra faz uma alusão ao deus Júpiter, da mitologia romana. O trabalho do austríaco representa o “ápice da criação do período classicista, já que a sinfonia tem uma distribuição instrumental muito heterogênea”, explica Marcelo Ramos. O primeiro movimento de Júpiter tem duração de 20 minutos. O último é a execução mais complexa da técnica de fuga para uma sinfonia.

Regência inédita

Maestro convidado nesse concerto, Jamil Maluf destaca a importância da Orquestra Sinfônica no cenário da música clássica brasileira. Para ele, reger os músicos durante a execução de duas sinfonias tão complexas é um grande desafio. “Estou muito satisfeito com o convite da FCS. A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais sempre foi muito respeitada, e ser convidado para reger um grupo tão reconhecido é uma grande honra e, também, uma responsabilidade enorme, já que essas composições são extremamente difíceis, mas evidenciam todo o talento dos músicos que as executam”, ressalta.

Variações sobre um tema original para orquestra Op. 36 Enigma, mais conhecidas como Variações Enigma, são uma série de 14 variações musicais compostas pelo britânico Edward Elgar, em 1899. A obra homenageia, sem citar nomes, pessoas próximas à vida do compositor, que é um dos grandes representantes do Romantismo Inglês. Cada movimento tem iniciais - como C, A, E, HDS-P, RBT entre outros – que ajudam a identificar os homenageados. Entre eles estão sua esposa Alice, na primeira variação, um buldogue e o próprio Elgar.

O trabalho de Elgar é uma Suíte de Variações. A dificuldade da obra, como explica o maestro Jamil Maluf, reside nas alterações dos movimentos da peça, a partir do tema central da obra. “Variações Enigma privilegia todos os elementos de uma orquestra sinfônica. A composição de Elgar, assim como o trabalho de Mozart, é uma chance de toda a orquestra se envolver durante a execução da peça. Cada um dos 14 movimentos destaca determinado grupo de instrumentos”.

Serviço:

Série Sinfônica na Cidade

Local: Sesc Palladium – Rua Rio de Janeiro, 1046 - Centro

Data: 30 de abril

Horário: 20h

Entrada gratuita

Informações: (31) 3236-7400

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