terça-feira, 3 de Março de 2015 12:42h

Conclusão de sistemas de esgotamento em Minas melhora qualidade de vida de 50 mil pessoas

Mais de cinquenta mil pessoas dos municípios mineiros de Capitão Enéas, Lontra e São João da Ponte passam a ter melhor qualidade de vida com a conclusão das obras dos sistemas de esgotamento sanitário

Mais de cinquenta mil pessoas dos municípios mineiros de Capitão Enéas, Lontra e São João da Ponte passam a ter melhor qualidade de vida com a conclusão das obras dos sistemas de esgotamento sanitário, uma ação que resulta de parceria entre a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa).
A Codevasf investiu cerca de R$ 21 milhões nos três sistemas e a Copasa aproximadamente R$ 2 milhões, tendo ficado também responsável pela execução das obras e operação dos sistemas concluídos.
De acordo com Walter Vilela Cunha, da Copasa, o sistema de esgotamento de São João da Ponte já foi concluído e está em operação; o de Capitão Enéas está funcionando em pré-operação e o de Lontra será concluído em março. Os recursos são oriundos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.
De acordo com o prefeito de Lontra, Evando Gonçalves da Silva, aproximadamente 9 mil pessoas estão sendo beneficiadas em seu município com o sistema de esgotamento sanitário. Antes do sistema, conta ele, havia muito esgoto a céu aberto e a população jogava dejetos nas ruas. “Com o esgotamento, a vida da população melhorou muito. Foi um benefício muito grande porque tira os dejetos das ruas e acabam as fossas sépticas, que juntam muito mosquito no quintal. A saúde melhora muito”, afirma.

Benefícios para a população
O esgotamento sanitário traz uma série de benefícios, como a melhoria das condições sanitárias locais, a conservação dos recursos naturais e a eliminação de focos de poluição. Um sistema de esgotamento sanitário, com estações de tratamento, reduz os recursos aplicados no tratamento de doenças, uma vez que grande parte delas está relacionada à falta de uma solução adequada para esse problema.
Segundo explica o gerente de Empreendimentos Sócioambientais da Área de Revitalização de Bacias Hidrográficas da Codevasf, Fabrício Libano, a população será beneficiada com a descontaminação dos corpos hídricos, que antes recebiam o esgoto in natura e agora receberão o efluente tratado. Isso também contribui para a manutenção da quantidade de água no corpo hídrico da jusante do município. “Em termos de saúde, espera-se a redução de casos de doenças de veiculação hídrica, como a diarreia, por exemplo”, acrescenta o gerente.

 

Calhas dos rios

A construção de sistemas de esgotamento sanitário é executada no âmbito do Programa de Revitalização de Bacias Hidrográficas, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Ministério da Integração Nacional e outros 14 ministérios, sendo a Codevasf uma das executoras das ações.

A implantação dos sistemas atende populações que vivem em áreas carentes de saneamento básico, nas zonas urbanas de municípios que pertencem às bacias dos rios São Francisco e Parnaíba com população de até 50 mil habitantes, em sua maioria, e com prioridade para as localidades situadas na calha dos rios.

As ações da Codevasf na área de implantação de sistemas de esgotamento sanitário objetivam a recuperação e a conservação hidroambiental da bacia. Ao mesmo tempo, reduzem o despejo de esgoto direto no rio, melhoram as condições sanitárias locais e contribuem para a conservação dos recursos naturais e a eliminação de focos de poluição.
Os reflexos dessas ações, em geral, aparecem no médio e longo prazos. Um sistema de esgotamento sanitário traz uma série de benefícios, como a redução de gastos com tratamento de doenças, uma vez que grande parte delas está relacionada à ausência de redes de esgoto sanitário ou de água adequadamente tratadas.
Além dos benefícios para a saúde pública, cada R$ 1 milhão investidos em obras de esgoto sanitário geram 30 empregos diretos e 20 indiretos, como também empregos permanentes quando o sistema entra na fase de operação.

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