segunda-feira, 14 de Outubro de 2013 14:02h

Consumo consciente da água é realidade na Copasa bem antes de promulgação de Lei

Publicação da Lei 12.862 no Diário Oficial da União coloca o consumo consciente como princípio fundamental dos serviços de saneamento

“A adoção de medidas de fomento à moderação do consumo de água

deve ser um princípio fundamental dos serviços públicos de saneamento.” A

filosofia integra a Lei 12.862, publicada em 18 de setembro no Diário Oficial

da União e alterando a Lei 11.445, de 2007, que estabelece as diretrizes

nacionais para o saneamento básico. Mas é uma realidade bem antiga nas 625

cidades em que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) está

presente. A empresa adota em seu dia a dia uma série de medidas que levam

à conscientização, sensibilização e mobilização pela utilização racional deste

bem vital para a sobrevivência humana.

“Ficamos satisfeitos ao perceber que a principal alteração proposta

pelo governo federal na Lei das diretrizes do saneamento equivale a uma

prática consolidada em Minas Gerais pela Agência Reguladora de Serviços

de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas

Gerais (Arsae-MG) e integra o DNA da Copasa há muitos anos”, diz o

presidente da empresa, Ricardo Simões. Ele destaca, entre as principais ações

da empresa nesse sentido, a adoção de uma política tarifária que incentiva o

consumo consciente, a utilização da tarifa social, a existência da Comissão

Interna Permanente para Gestão Integrada do Uso Eficiente de Água e Energia

Elétrica (Cice) e a implantação de um sistema de cogeração de energia na

principal Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) da companhia, a ETE

Arrudas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A política tarifária oficializada pela Arsae, segundo Ricardo Simões,

incentiva o consumo consciente, já que a conta mensal é tanto mais baixa

quanto menor for o consumo. “A lógica é a inversa à que acontece em vários

serviços, em que a condição de pagamento fica mais atraente à medida em

que o consumo sobe. No nosso caso, não. A tarifa da Copasa é mais barata

exatamente para os clientes que gastam menos água”, diz.

Seguindo a mesma lógica, a tarifa social da Copasa pode diminuir

em até 40% o valor da conta de água e esgoto dos clientes de baixa renda

que estão inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

A percentagem do desconto é proporcional ao consumo mensal da água

no imóvel. Quem consome até 6 metros cúbicos, recebe um desconto de

40%; quem consome entre 6 e 10 metros cúbicos, tem desconto de 20%;

os que recebem entre 10 e 15 metros cúbicos, ganham desconto de 10%; e

imóveis com consumo superior a 15 metros cúbicos ao mês não têm direito

a desconto. “Quem economiza e consome menos tem maior desconto, sem

deixar de usufruir de toda a saúde e o conforto de uma água de qualidade e

dos adequados serviços de esgotamento sanitário da Copasa”, explica Ricardo

Simões.

Outra frente de atuação da empresa é a busca pela redução de perdas

de água e de custo de energia elétrica. Para isso, foi instituído a Cice, que

desenvolve o Programa Integrado de Redução de Perdas de Água e de

Custo de Energia Elétrica. Periodicamente, representantes dos diferentes

Departamentos Operacionais da empresa se reúnem para discutir resultados

e trocar experiências na busca por números cada vez mais eficientes neste

sentido.

Cogeração de energia

Em sua maior Estação de Tratamento de Esgoto, a ETE Arrudas, na

Região Metropolitana de Belo Horizonte, a Copasa também já lida com a

utilização racional de recursos. A empresa implantou no local um sistema

de cogeração de energia elétrica que é pioneiro na América Latina: utiliza o

metano, gás poluente gerado pelo esgoto, para o reabastecimento de energia

da própria ETE, por meio de uma central termoelétrica.

A central tem capacidade de produção de 2,4 megawatts, o suficiente

para abastecer cerca de 3.000 residências e o equivalente a 90% da energia

consumida pela estação. Tal processo ajuda, ainda, a aumentar a eficiência

dos biodigestores, acelerando o trabalho e, assim, aumentando a capacidade

inicial de tratamento de esgoto na estação; e propicia a redução dos custos

operacionais da ETE.

Copanor

Outro exemplo que contempla a Lei 12.862, publicada no Diário

Oficial da União, é a Copanor, subsidiária da Copasa criada em 2007 pelo

Governo do Estado para implantar, operar e manter sistemas sustentáveis

de abastecimento de água e esgotamento sanitário com tarifas reduzidas

em municípios e localidades com população entre 200 e 5.000 habitantes

nas regiões de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o Norte e o

Nordeste do Estado.

Desde então, a empresa desenvolveu tecnologias apropriadas e

inovadoras na concepção dos projetos, gerenciamento das obras e gestão

dos sistemas implantados. Em dezembro de 2012, a Copanor já somava

atendimento a 175 localidades (240 mil pessoas) com abastecimento de água e

42 (97,3 mil pessoas) com esgotamento sanitário. Também já havia distribuído

930 módulos sanitários (vaso, pia, chuveiro e tanque) para cerca de 3,7 mil

pessoas.

A meta da Copanor é alcançar, em 2015, 463 localidades atendidas em

92 municípios, beneficiando 400 mil pessoas na região Nordeste do Estado, e

expandir o modelo também para o Norte, permitindo uma vida mais digna às

populações das regiões mais carentes de Minas Gerais.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.