sexta-feira, 12 de Junho de 2015 10:25h Atualizado em 12 de Junho de 2015 às 10:30h. Jotha Lee

Continuidade das obras da MG-050 depende de aditivo contratual

Acordo sobre duplicação do Anel Rodoviário ainda não foi fechado

A Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas (Setop) confirmou ontem que a divulgação do cronograma de obras na MG-050 depende de negociações em torno de um termo aditivo que vai considerar as reivindicações dos municípios às margens da rodovia, que corta as regiões Centro-Oeste e Sul do Estado. De acordo com a Setop, não é possível elaborar o cronograma, já que são necessários novos aportes financeiros. “Não podemos divulgar um cronograma. É preciso fechar o balanço econômico financeiro e assinar o termo aditivo com o governador, o qual contemplará a maior parte das demandas da população”, disse ontem o diretor de Gestão de Contratos da Setop, Felipe Melo.
Essa posição do governo do Estado emperra as obras de duplicação do Anel Rodoviário, que haviam sido anunciadas no final do ano passado pela Concessionária Nascentes das Gerais. A obra, que depende, ainda, de novas modificações no projeto, não tem data para ser iniciada e deverá ficar a um custo muito acima do inicialmente previsto, já que o projeto apresentado pela Concessionária foi rejeitado pelos moradores dos bairros que margeiam o Anel. Na última reunião ocorrida em Belo Horizonte para discutir a duplicação do Anel, a Prefeitura apresentou um novo projeto, que ainda depende de alguns ajustes.
A expectativa, especialmente do empresariado divinopolitano, é que o acesso ao Distrito Industrial seja contemplado no projeto de duplicação do Anel Rodoviário. A região é hoje uma das mais movimentadas no trecho da rodovia que corta o perímetro urbano e o grande volume de automóveis, especialmente veículos pesados transportando todos os tipos de cargas, provoca grandes engarrafamentos. Além disso, a falta de uma sinalização adequada coloca em risco a vida de pedestres, que não têm uma passagem para travessia da pista.
O vereador Marquinhos Clementino (PROS), que no último dia 2 participou de uma audiência pública na Comissão de Viação e Transportes da Assembleia Legislativa que discutiu a situação da MG-050, informou que a Concessionária conseguiu um aporte de R$ 500 milhões no mercado externo. “Esse dinheiro vai reforçar o caixa da Nascentes das Gerais e acelerar o processo de duplicação da rodovia”, informou. Segundo ele, o governo do Estado deverá liberar o início de várias obras que estão paradas. “Estamos na expectativa de que pelo menos até o final desse ano, alguma parte do nosso Anel Rodoviário já esteja em obras”, acrescentou.

 

PLANEJAMENTO
O diretor-presidente da Atlantia Bertin Concessões, que controla a PPP Nascentes das Gerais, responsável pela administração da MG-050, José Renato Ricciardi, apresentou o planejamento para a realização de obras de duplicação da rodovia nos trechos que cortam os municípios de Mateus Leme, Divinópolis, Formiga, Piumhí, Capitólio e Itaú de Minas. Também estão previstas obras de acesso a Cássia e Pratápolis, além de interseção com a BR-491 em São Sebastião do Paraíso.
Ao apresentar o planejamento, José Renato esclareceu que, desde 2012, quando a empresa assumiu o contrato de Parceria Público-Privada (PPP), já foram investidos R$ 628 milhões, sendo que só em 2014 foram R$ 214 milhões. Ele também pontuou que esse valor se reverte não apenas em obras, mas em atendimentos aos usuários da rodovia (cerca de 2,8 mil por mês), que incluem o serviço gratuito de guincho. “Sempre contratamos mão de obra local. Já geramos 1.300 empregos diretos e indiretos na região e a previsão é de mais 700, após a assinatura do termo aditivo”, explicou.
Dentre as obras já entregues, Ricciardi destacou 28 quilômetros de duplicação, dez viadutos, duas pontes e 24 quilômetros de correções de traçados, incluindo a extinção da chamada “curva da morte” em São Sebastião do Paraíso.

 

Crédito: Guilherme Dardanhan/ALMG

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