quarta-feira, 24 de Junho de 2015 14:19h

Copasa e Governo de Minas Gerais conhecem projetos do Governo da Espanha para o enfrentamento da crise hídrica

No encontro “Minas Gerais e Espanha: diálogos para a inovação na gestão de recursos hídricos”, realizado nesta terça-feira, 23, na sede da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em Belo Horizonte

No encontro “Minas Gerais e Espanha: diálogos para a inovação na gestão de recursos hídricos”, realizado nesta terça-feira, 23, na sede da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em Belo Horizonte, entre Governo de Minas Gerais, Copasa, Instituto Cervantes e a Embaixada da Espanha no Brasil, foi apresentada a experiência e os projetos em aproveitamento dos recursos hídricos no país espanhol e discutida a cooperação entre os Governos de Minas e Espanha em busca de desenvolvimento tecnológico.
O embaixador da Espanha no Brasil, Manuel de La Cámara Hermoso, enumerou as ações implementadas em 2007, quando o país da Península Ibérica enfrentou a sua maior seca no século. “Primeiro, foi criada infraestrutura necessária para armazenar a água e fornecer para as áreas desabastecidas. Depois, foi a educação da população. E terceiro, a redução da perda de água no sistema de fornecimento.”
O embaixador acredita no potencial econômico de Minas Gerais para melhorar e aprimorar o sistema hídrico. “Existem muitas oportunidades no âmbito do saneamento e no âmbito da agricultura.” A presidente da Copasa, Sinara Meireles, confirmou a possibilidade de uma parceria. “É uma oportunidade para a troca de técnicas e conhecimentos em relação as tecnologias e experiências que a Espanha teve para enfrentar a crise de falta d’água no país anos atrás. Aspectos institucionais e educativos também serão estudados com o objetivo de conseguir um resultado positivo para o enfrentamento da crise hídrica em Minas Gerais”, afirma.
Durante o evento, Sinara Meireles reforçou o pedido para que a população da Região Metropolitana de Belo Horizonte economize, pelo menos, 30% de água. “Hoje estamos com os reservatórios do Sistema Paraopeba com 36% da capacidade. Isso significa que estamos entrando no período seco com apenas 1/3 (um terço) do volume usual do período. Precisamos da colaboração de todos para evitarmos medidas como racionamento ou tarifa de contingência.”

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