quinta-feira, 12 de Maio de 2016 13:15h Agência Minas

Da arte barroca à contemporânea, Tocha visita o patrimônio cultural de Minas

De Ouro Preto a Inhotim, passando por Itabirito, revezamento olímpico vai atravessar a região do período aurífero nesta sexta-feira (13/5)

A viagem da caravana olímpica prossegue nesta quinta-feira (13/5). Após passagem pelo Vale do Aço no dia anterior, o comboio recomeça a jornada por Ouro Preto, cidade-síntese do barroco e do período aurífero. Nascida da aglomeração de arraiais de mineração aurífera, Ouro Preto possui o mais importante conjunto de arquitetura barroca do país.

Em seguida, uma parada para contemplar as belezas naturais de Itabirito. A cidade, situada na zona metalúrgica de Minas Gerais, adotou o nome do pico local, Pico do Itabirito, tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual devido a seu valor paisagístico.

O sétimo dia do revezamento encerra de maneira triunfal, em Inhotim, maior centro de arte contemporânea ao ar livre da América Latina. Este é o único dia do Tour da Tocha por Minas Gerais em que não haverá a festa final de celebração.

 

 

 

Ouro Preto: a síntese do barroco

A antiga capital de Minas Gerais - antes da inauguração de Belo Horizonte, em 1897 - é considerada Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco. Nascida da aglomeração de arraiais de mineração aurífera, nas encostas das montanhas, a cidade possui, ao longo de suas ruas tortuosas e ladeiras íngremes, o mais importante conjunto de arquitetura barroca do país. Sua riqueza histórica e cultural é também preservada em seus diversos museus temáticos: Casa dos Contos, Museu da Inconfidência, de Arte Sacra, do Aleijadinho e do Oratório.

Seus muitos templos católicos, ornados em ouro, revelam a exuberância do barroco mineiro. O interior das igrejas encanta por sua beleza e bom gosto, com grande riqueza de detalhes. Destacam-se a Igreja Matriz de Nossa Senhora do Pilar – que possui acervo com talha coberta em ouro e mais de 400 anjos esculpidos – e a Igreja de São Francisco de Assis, considerada a obra-prima de Aleijadinho, além das igrejas Matriz de Nossa Senhora da Conceição, do Carmo, do Rosário e de Santa Efigênia.

A cidade histórica conta ainda com outros atrativos, como o Parque Estadual do Itacolomi, que possui área de 7.543 hectares. O Pico do Itacolomi, símbolo do local, está a 1.772 metros de altitude. O distrito de Lavras Novas, com cachoeiras e clima bucólico, também é opção para quem quer contato com a natureza.

Os turistas podem também passear na tradicional Maria Fumaça, entre Ouro Preto e Mariana. Com 18 quilômetros de extensão, o trem possui vagão panorâmico e composições antigas restauradas, exercendo fascínio para quem gosta de antiguidades aliadas a belíssimas paisagens.

 

 

 

Itabirito: da era colonial à industrial

O antigo arraial de Itabira do Campo foi ativo centro de mineração aurífera no Século XVIII. Situado na zona metalúrgica de Minas Gerais, adotou o nome do pico local, Pico do Itabirito, tombado pelo Patrimônio Histórico Estadual devido a seu valor paisagístico.

O núcleo histórico da cidade preserva importante conjunto arquitetônico, formado por expressivos casarões coloniais e as igrejas setecentistas da Matriz de Nossa Senhora da Boa Viagem, de Nossa Senhora do Rosário e de Nosso Senhor do Matozinhos, além de dois passos da Paixão de Cristo.

No Complexo Turístico da Estação, encontra-se a Sala dos Ferroviários e loja de artesanato e comidas típicas. Seu Parque Ecológico Municipal oferece agradáveis espaços para lazer e práticas esportivas. Outras boas opções para passeio são os distritos de Acuruí - que conserva edificações históricas e o Balneário Rio das Pedras - e o de São Gonçalo do Bação, cercado de belas paisagens e cachoeiras.

A exemplo de outros municípios do estado, Itabirito também tem atrações naturais que recebem viajantes de várias regiões. Um deles é o Mirante Alto do Cristo, com uma altitude de 1.179 metros, e vista panorâmica, de onde se observa a Serra da Piedade, Pico do Itacolomi, Serra do Caraça, além de grande parte da cidade.

 

 

 

Reduto de arte contemporânea

O Instituto Inhotim, em Brumadinho, é considerado o maior centro de arte ao ar livre da América Latina. O local compreende 110 hectares de jardins e abriga extensa coleção botânica de espécies tropicais, algumas raras, bem como um vasto acervo artístico. Atualmente, o acervo do Jardim Botânico conta com mais de quatro mil espécies de plantas.

Logo na entrada, o visitante é surpreendido pelas mais belas paisagens naturais e também projetadas pelo homem. Ali, o meio ambiente coexiste e interage com obras de arte assinadas por renomados artistas de todo o mundo. É um lugar para educação, meditação, conhecimento e fruição da arte contemporânea.

Indicado por uma revista inglesa como um dos 40 lugares mais fabulosos para se conhecer no mundo e pela publicação brasileira Guia 4 Rodas como uma das melhores atrações turísticas do Brasil por três anos seguidos, o instituto recebe turistas do mundo inteiro.

 

 

 

Maravilhas de Brumadinho

A pouco mais de 50 quilômetros da capital está a cidade de Brumadinho e o Parque Estadual da Serra do Rola-Moça, terceiro maior em área urbana do país. O local é habitat natural de espécies da fauna ameaçadas de extinção, como a jaguatirica e o lobo-guará. No local também são encontradas orquídeas, bromélias, candeias, jacarandá, e a canela-de-ema, que se tornou o símbolo do parque.

Outra formação geológica importante é a Serra da Calçada, onde estão as Ruínas do Forte de Brumadinho, enorme edificação feita de pedras e que teria sido usada no século XVIII como entreposto comercial. A Estação Ferroviária, monumento que marca o desenvolvimento da cidade, e a setecentista Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade são outros símbolos da cidade.

Depois de séculos, o município ainda preserva as raízes da cultura afrodescendente. As comunidades de Marinhos, Ribeirão, Rodrigues e Sapé formam a região quilombola, que teria surgido em meados do século XVIII. As comunidades que compõem o Quilombo do Sapé mantêm vivas as tradições e costumes da cultura afrodescendente, como o Congado e o Moçambique.

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