sábado, 29 de Novembro de 2014 05:23h

Delimitação geográfica de Antônio Dias é tema de audiência

Município do Vale do Rio Doce reivindica território que pertence a Santa Maria de Itabira

A Comissão de Assuntos Municipais e Regionalização da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) realiza nesta segunda-feira (1º/12/14) audiência pública para debater denúncias de irregularidades na delimitação geográfica do município de Antônio Dias (Vale do Rio Doce). A reunião, que atende a requerimento da vice-presidente da comissão, deputada Luzia Ferreira (PPS), começa às 9 horas, no Auditório.

De acordo com a deputada Luzia Ferreira, o município de Antônio Dias reivindica uma área que atualmente pertence ao município vizinho de Santa Maria de Itabira, antigo distrito de Itabira que se emancipou em 1943.

"Resultado de seguidos processos de emancipação, o território de Antônio Dias vem diminuindo em proporções consideráveis, com ausência de planejamento prévio. Buscaremos discutir alternativas para reverter esse quadro e devolver ao município parte da área geográfica que já lhe pertenceu", afirma a deputada Luzia Ferreira.

Hoje Antônio Dias possui uma área total de 787 km², abrigando uma população de 9.711 habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O município emancipou-se de Itabira em 1911 e foi desmembrado em 1948 para a criação dos municípios de Timóteo e Coronel Fabriciano. Atualmente seus municípios limítrofes são Ferros, Santa Maria de Itabira, Nova Era, São Domingos do Prata, Jaguaraçu, Timóteo e Coronel Fabriciano.

Convidados – Foram convidados para a reunião o presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Antônio Andrada; os prefeitos de Antônio Dias, José Carlos de Assis; e de Santa Maria de Itabira, Olacir Aparecido Alvarenga Oliveira; a procuradora-geral de Justiça, Maria Odete Souto Pereira; o coordenador da base territorial e o analista de geoprocessamento do IBGE, Luiz Otávio Sabato e Diego Rodrigues Macedo, respectivamente; o diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Bertholdino Apolonio Teixeira Junior; a diretora-geral do Instituto de Geoinformação e Tecnologia (Igtec), Cláudia Lúcia Leal Werneck; e a pesquisadora do Centro de Referência em Cartografia Histórica da UFMG, Márcia Maria Duarte dos Santos.

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