segunda-feira, 11 de Março de 2013 10:04h Assessoria de Comunicação da Emater-MG

Depois de implantar o sistema Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta Emater-MG vê a proposta se transformar em tecnologia da ABC

Com o objetivo de favorecer o produtor rural, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-MG), implantou entre 2008 a 2010, na Zona Central Mineira, 21 Unidades Demonstrativas (UDs) do sistema Integração Lavoura, Pecuária e Floresta. No total, Minas Gerais tem cerca de 700 Unidades Demonstrativas de ILPF.

Segundo informa o coordenador de Bovinocultura da Emater-MG, José Alberto de Ávila Pires, nestas UDs, com relação aos consórcios no Sistema ILPF, na Zona Central de Minas, por exemplo, a maioria tem sido efetivada com milho, tanto para colheita de grãos quanto para silagem, consorciando com o capim-braquiária, principalmente Brachiaria brizantha cv. Marandu, e um clone de eucalipto, normalmente o híbrido urograndis.

“Na Zona Central não se adotou um modelo único para todas as áreas, o que exigiu uma avaliação criteriosa por parte dos técnicos, pesquisadores e agricultores, sobre a melhor opção tecnológica que responda as questões de espaçamento, espécies e cultivares a serem plantadas, assim como densidades de plantio, alinhamento das árvores, época de implantação,correção e adubações, plantio e condução das culturas consorciadas”.

Buscando bons resultados na execução da proposta, paralelamente e na sequencia da implantação do sistema, a Emater-MG investiu na capacitação de seus profissionais. Cerca de 700 técnicos que atendem 804 dos 853 municípios mineiros, já foram capacitados no Sistema de Integração. Além disso, neste processo, também os produtores rurais participaram de cursos de capacitação.

Ávila Pires avalia que “ a capacitação dos extensionistas tem favorecido a difusão da nova tecnologia ILP, através do acompanhamento técnico aos produtores”. Ainda de acordo com o coordenador, as ações da Emater-MG em ILPF concentram-se principalmente em duas estratégicas. “A primeira, na instalação de UDs e realização de eventos, como dias de campo, encontros técnicos, reuniões de produtores e palestras. A segunda, na elaboração de projetos técnicos e assistência técnica para produtores rurais”.

Ávila Pires informa, ainda, que neste sentido, os recursos do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) têm sido fundamentais. “De posse do conhecimento técnico gerado

Pela pesquisa e validado nas Unidades Demonstrativas, o grande desafio agora é a elaboração e implantação dos projetos técnicos para os produtores rurais interessados em ILPF, em grande escala comercial.”

 


ILPF se transforma em tecnologia da Agricultura de Baixo Carbono

 

Por ser uma alternativa econômica e sustentável, depois do período de implantação, 2008 a 2010, o sistema Integração, Lavoura, Pecuária e Floresta se transformou em uma das tecnologias da Agricultura de Baixo Carbono (ABC), que alia aumento da produtividade agrícola e preservação do meio ambiente.

A ILPF passou a fazer parte do Plano e do Programa “Agricultura de Baixo Carbono (ABC)”, lançado em julho de 2010 pelo Governo Federal, com o propósito de ampliar a eficiência do produtor rural e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente. Para a safra 2012/2013, foram disponibilizados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social) e Banco do Brasil, cerca de R$ 3,4 bilhões, a juros de 5,0% ao ano e prazo de pagamento de até 15 anos, para o financiamento dos produtores rurais.

A proposta da ABC é promover a redução das emissões de gases de efeito estufa oriundas das atividades agropecuárias e contribuir para a redução dos desmatamentos. Neste propósito, a implantação do sistema ILPF vai ao encontro dos objetivos da ABC, através da integração lavoura e pecuária, pecuária e floresta ou pecuária, lavoura e floresta.

“Na Integração Lavoura e Pecuária, cultivando soja, milho e feijão e, na pecuária, pastagem/bovino. Na Pecuária e Floresta, com pastagem/bovino na pecuária e, eucalipto na floresta. Já no sistema Lavoura, Pecuária, Floresta, combinando na lavoura, soja, milho e feijão, na pecuária pastagem/bovino e, na floresta, eucalipto. Estes diferentes sistemas produtivos de grãos, agoenergia e bovinos(corte e leite), são implantados na mesma área, juntos, em rotação ou em sucessão,” explica o coordenador.

Ávila Pires acredita que estas técnicas são eficazes para a redução do desmatamento, através de plantios intensivos em áreas já desmatadas e, também no plantio de florestas comerciais de eucaliptos, que substituem as florestas nativas no fornecimento de madeira.

© 2009-2017. Todos direitos reservados a Gazeta do Oeste. Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem autorização.