quarta-feira, 18 de Setembro de 2013 13:44h

Deputado Fabiano Tolentino foi relator do projeto do “Queijo Minas Artesanal”

O Deputado Estadual Fabiano Tolentino (PSD) foi o relator do projeto do queijo artesanal de Minas, debatido em audiência pública da Comissão de Política Agropecuária e Agroindustrial da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que realiza uma pesquisa científica sem precedentes sobre a produção do queijo artesanal nos cinco polos mais tradicionais do Estado.

A expectativa é de que a pesquisa possibilite a regulamentação da Lei 20.549, aprovada pela ALMG no final do ano passado e que dispõe justamente sobre a produção e a comercialização desse produto. A nova lei, mais do que a simples valorização do queijo artesanal mineiro, estabeleceu um novo marco legal para a expansão da atividade, que faz parte do patrimônio histórico mineiro, mas vinha sofrendo com o rigor da fiscalização sanitária.

“O queijo minas artesanal é mais do que um produto. É um patrimônio histórico de Minas, porque guarda em si todo um processo centenário de como fazer esse item saboroso e que agora poderá ser conhecido em todo país e futuramente, vamos trabalhar para ele ser conhecido em todo o mundo”, disse Tolentino.

A pesquisa, cujo financiamento ainda está sendo viabilizado, vai abranger as regiões da Serra da Canastra, Serro, Araxá, Cerrado e Campo das Vertentes. Serão visitados 149 produtores já cadastrados, em dois períodos, na época das chuvas e na estiagem, coletando dados no leite e no produto acabado.

A mobilização pela realização da audiência pública, liderada pelos deputados, culminou na aprovação da nova lei e resultou na assinatura de uma nova instrução normativa pelo Ministério da Agricultura que permitirá ao produtor mineiro de queijo artesanal, maturado em período inferior a 60 dias, comercializar seu produto em todo o País. Na prática, os serviços de inspeção sanitária de Minas ganham autonomia para expedir documento que legaliza a comercialização.

Vender o queijo artesanal mineiro em outros Estados era a mais antiga reivindicação dos produtores.

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