terça-feira, 17 de Maio de 2011 15:28h Assessoria Comunicaç?o ALMG

Deputados debatem avanço das drogas, entre elas o crack

O avanço das drogas, em particular o crack, e as atribuições das diferentes esferas de poder na área de segurança pública foram temas debatidos na reunião desta terça-feira (17/5/11) da Comissão de Segurança Pública da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Requerimentos também foram aprovados. Um deles é o do deputado Sargento Rodrigues, dirigido ao secretário de Estado de Defesa Social, de informações sobre os valores arrecadados com a cobrança da Taxa de Segurança Pública nos últimos cinco anos, assim como os percentuais destinados à segurança pública.

 

 

A comissão recebeu, ainda, requerimento do deputado Alencar da Silveira Jr. (PDT), de audiência pública com a Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas. O objetivo é debater a proibição da circulação de motos dentro do Mercado Livre de Produtores (MLP) das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (Ceasa/MG), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A medida entrou em vigor nesta terça.

 

Avanço do crack - O debate sobre o avanço das drogas e, em particular, do crack teve início com o comentário do presidente da comissão, deputado João Leite (PSDB), sobre reportagem veiculada no jornal Folha de S.Paulo. Ele questionou a secretária de Política sobre Drogas do Governo Federal, Paulina Duarte, que teria declarado ser "uma grande bobagem" dizer que o País vive uma epidemia de crack. O parlamentar rebateu a afirmação, informando que cerca de 80% dos internos do sistema penitenciário em Minas estão envolvidos com drogas, especialmente com o crack. Ele cobrou da secretária mais conhecimento sobre a realidade brasileira nessa área.

 

 

Em apoio à fala do presidente, o deputado Sargento Rodrigues enfatizou a relação que existe entre o uso e o tráfico de drogas e o número de homicídios, criticando a secretária nacional, que, segundo ele, "parece que está vivendo em outro País".

 

O parlamentar chamou atenção ainda para a situação de sucateamento em que se encontra, segundo ele, a Polícia Federal em Minas, que possui 300 policiais para cuidar do combate ao tráfico de drogas e ao contrabando de armas nos 853 municípios mineiros. Ele cobrou que o Governo Federal assuma a responsabilidade que tem nessa área, e citou requerimento da comissão de visita ao secretário Nacional de Segurança Pública, quando será cobrada uma política contundente de atuação nas fronteiras brasileiras.

 

 

A deputada Maria Tereza, vice-presidente da comissão, sugeriu que, aproveitando a visita ao secretário Nacional de Segurança Pública, os deputados visitem também a secretária Paulina Duarte, levando cópia do diagnóstico feito pela comissão sobre a situação das drogas em Minas, em 2010. "Nossos jovens estão morrendo, e as crianças estão sendo usadas pelo tráfico", lamentou. Maria Tereza Lara enfatizou que o papel da comissão é este: ter a responsabilidade de "por o dedo na ferida" e cobrar ações das três esferas de governo e de poder.

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