terça-feira, 7 de Abril de 2015 12:40h

Diagnóstico aponta quase 500 obras paradas no Estado e problemas de gerenciamento da administração anterior

Durante a apresentação, o secretário Murilo Valadares destacou as ações que serão desenvolvidas para tirar as intervenções do papel

Durante a apresentação do diagnóstico do Estado, nesta segunda-feira (6/4), no Palácio Tiradentes, o secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Murilo Valadares, afirmou que a falta de uma centralidade no gerenciamento das obras em Minas Gerais gerou problemas no andamento de importantes intervenções.
Segundo o secretário, as melhorias no Anel Rodoviário de Belo Horizonte e de expansão do metrô da capital atrasaram, entre outros motivos, devido à falta de diálogo entre os diversos órgãos responsáveis. Murilo Valadares citou o fato de o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de Minas Gerais (DER-MG) não conversar diretamente com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do governo federal. O mesmo ocorreu entre a antiga administração estadual e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) no caso do metrô da capital mineira.
“Agora estamos conversando. Estamos com um grupo de trabalho para chegar aos acordos necessários. Isso é para mostrar como são encaminhadas a infraestrutura em Minas, sem centralidade. O governo tem que ter uma centralidade para entender o que se está fazendo”, ressaltou o secretário de Transportes e Obras.
O diagnóstico feito nos últimos 90 dias também identificou problemas na execução de obras. No total, 497 intervenções estão paradas no Estado em diferentes áreas. De acordo com Murilo Valadares, será feita uma avaliação caso a caso. “Todas as despesas de obras comprovadamente realizadas serão pagas. Isso será feito após análise”, completou o secretário.

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