quinta-feira, 16 de Agosto de 2012 16:21h Gazeta do Oeste

Documento com sugestões para evitar tragédias no trânsito é entregue à Prefeitura de BH

Instalação de barreira física na BR-356 antes do BH Shopping e fiscalização 24 horas para impedir o tráfego de carretas na Avenida Nossa Senhora do Carmo. Essas são as duas principais medidas reivindicadas pelos moradores do Bairro Sion para evitar que novos desastres ocorram na principal ligação entre a Zona Sul e o Centro da capital. O documento com as sugestões da população foi entregue terça-feira à Prefeitura de BH. A ideia surgiu depois da tragédia ocorrida em 6 de junho, quando uma carreta sem freios carregada com bobinas de aço desceu a Nossa Senhora do Carmo desgovernada e matou três pessoas na altura do cruzamento com Rua Cristina. Cerca de 5 mil pessoas assinaram a petição.

Segundo o engenheiro civil Aloísio de Araújo Prince, de 66 anos, coordenador do grupo formado por lideranças comunitárias da região e pelos pais dos jovens Caroline Palmer Irffi, 23 anos, e Lucas de Oliveira Magalhães, de 26, que morreram no acidente de junho, o objetivo agora é exigir a implementação das propostas apresentadas. “De que adianta dois guardas na entrada do Bairro Belvedere? O que eles podem fazer se uma carreta descer sem freio? É preciso mais do que isso”, diz o líder do grupo. Além das duas propostas principais, o documento pede o treinamento e a supervisão dos fiscais que vão trabalhar na Nossa Senhora do Carmo, melhorias na sinalização e uso de radares para monitorar veículos pesados.

Apesar de a secretária-adjunta da Secretaria Municipal de Administração Regional Centro-Sul, Nilda Xavier, ter recebido o documento, Aloísio não está muito confiante com relação às atitudes da PBH. “Tentamos inicialmente entregar para o prefeito e não deu certo. Depois, o secretário titular da Centro-Sul também não nos recebeu. Mas não vamos desistir e, se necessário, vamos ao governador e à presidente Dilma, que morou na região quando viveu em Belo Horizonte”, diz o engenheiro.

Márcia Palmer, de 50, mãe da estudante Caroline Irffi, esteve presente na entrega das propostas e das assinaturas e espera que alguma coisa seja feita para mudar a realidade da região. “O poder público tem condições de mudar, então espero que as intervenções propostas sejam implementadas para que não ocorra mais nenhuma tragédia”, diz ela.

Além dos pais do casal morto no acidente, participam do grupo representantes das associações de moradores dos bairros São Pedro, Sion, Santo Antônio e Anchieta. No texto entregue à PBH a comunidade é bem incisiva. “Empreendimentos, obras e equipamentos urbanos com riscos envolvendo vidas humanas devem ser objeto de gestão e gerenciamento de riscos mais rigorosos e efetivos”, diz o comunicado. A PBH informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda vai analisar o documento para saber se vai adotar alguma medida sugerida.

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