terça-feira, 3 de Março de 2015 12:20h

Economia no consumo de água na Região Metropolitana atinge 9,4%

Índice em todo o Estado é de 7,4%

A presidente da Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa), Sinara Meireles, anunciou, em 22 de janeiro, o risco de desabastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e em outras cidades mineiras e pediu à população para reduzir em, pelo menos, 30% o consumo de água. Após um mês de campanhas educativas na TV, rádio e web, a redução no estado foi de 7,4%, em comparação com o mesmo período de 2014. Na RMBH, a economia foi de 9,4% e ainda não é suficiente para evitar um colapso no abastecimento da Grande BH.
Caso o índice atual de redução no consumo da Região Metropolitana de Belo Horizonte não alcance os 30% pedidos pela companhia e o volume de chuvas de 2015 não superar o de 2014, a previsão é de que o Sistema da Bacia do Paraopeba, que abastece a RMBH, entre em colapso entre junho e julho.
A Copasa reconhece o esforço da população em fevereiro, que é um mês atípico em função das festividades de Carnaval e do retorno das férias, e entende que o processo de mudança de hábito é gradual. Mas a expectativa é que quando o cliente receber a fatura de março, que representa o consumo de fevereiro, ele possa fazer uma análise das suas ações voltadas para o uso racional da água.
“A previsão de chuva para este ano é inferior ao que choveu em 2014. Sendo assim, é necessário que os consumidores economizem água”, afirma a presidente da Copasa, Sinara Meireles.
Em menos de dois meses, a nova diretoria da Copasa, que assumiu no dia 16 de janeiro, não perdeu tempo no comando da empresa e já implantou diversas medidas para combater a falta d’água que assola, principalmente, a Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Copasa Transparente
Dentro da política de transparência, determinada pelo governador Fernando Pimentel e adotada pela nova diretoria da Companhia de Saneamento do Estado de Minas Gerais (Copasa), pela primeira vez, estão disponíveis na internet informações diárias sobre o nível dos reservatórios que abastecem a Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). No endereço www.copasatransparente.com.br, a população acompanha notícias, acessa uma página de perguntas e respostas e confere dicas sobre como economizar água.

CaçaGotas
Uma das principais ações foi o lançamento do programa CaçaGotas, que conta com 40 equipes de campo, cada uma com dois integrantes, especializadas no combate ao vazamento. O programa pretende reduzir o desperdício de água na rede da Região Metropolitana de Belo Horizonte que, hoje, chega a 40%. As principais causas das perdas são os vazamentos no percurso entre a distribuição e o consumidor e as ligações clandestinas, conhecidas como “gatos”. A meta da Copasa é reduzir o tempo de chegada das equipes aos locais de nove para quatro horas e, dessa forma, minimizar a gravidade das ocorrências.

115
A Copasa também mudou o serviço de atendimento ao consumidor via telefone. Agora, ao discar 115, o cliente já cai diretamente em um menu que oferece 3 possibilidades: 1 para vazamento, 2 para denúncia de desperdício e 3 para demais serviços. Os atendimentos relacionados a vazamentos recebidos pelo telefone são imediatamente encaminhados para a unidade operacional mais próxima. Um técnico vai ao local e o tempo de solução do problema varia caso a caso. Já nos casos de denúncia de desperdício a ação é educativa. Um agente da empresa entrega material com dicas de economia de água e reforça a importância da mudança de hábitos.

Sinergia

Na gestão dos recursos hídricos foi estabelecida uma parceria entre Copasa, governo estadual e governo federal, que, mediante a apresentação de projetos, anunciou a liberação de R$ 809 milhões para obras de infraestrutura para ampliação da captação de água na Bacia do Rio Paraopeba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Força-Tarefa
Por determinação do governador Fernando Pimentel, a criação da Força-Tarefa para gerir o abastecimento de água em Minas Gerais surgiu como uma das respostas ao cenário controverso. O grupo envolve secretários estaduais e presidentes de empresas e autarquias, como a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) e Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), para a elaboração e execução de projetos e ações destinados a minimizar o problema. A atuação intersetorial ocorre nos encontros permanentes do grupo de trabalho coordenado pelo secretário de Estado de Planejamento e Gestão, Helvécio Magalhães.

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