sexta-feira, 26 de Agosto de 2016 10:39h Segov-MG

Educação Integral desperta jovens talentos nas escolas estaduais

Estudantes contam com atividades esportivas, culturais e em diversas outras áreas que os preparam para o mundo acadêmico e profissional

A educação integral figura como peça importante para o desenvolvimento da criança e do adolescente dentro da escola pública em Minas Gerais. Exemplo disso pode ser observado na Escola Estadual Dona Arabela de Almeida Costa, em Governador Valadares, Território Vale do Rio Doce, onde os estudantes estão aprendendo mais e descobrindo afinidades por meio das atividades extracurriculares previstas pelo programa de Educação Integral.

O estudante Mateus Alves Teixeira, 16 anos, descobriu a vocação para os esportes durante o tempo integral na escola. Ele também está satisfeito com melhoria de suas notas graças às aulas de reforço. “Gosto de jogar basquete, vôlei e futsal. Além de fazer o que gosto, minhas notas também melhoraram com as aulas de reforço dos professores”, comenta.

O diretor da escola, Maximiliano Teixeira Almeida, acredita que a educação integral contribui não só para formar cidadãos, mas, sobretudo, propicia um momento de preparação do adolescente para o ensino médio e também para o ambiente acadêmico e profissional.  Para tanto, a instituição investe na diversidade das atividades, que envolvem literatura, artes, jogos pedagógicos, esportes e lazer, além do ensino tradicional. “Os estudantes também recebem orientação vocacional de acordo com a área que mais se identificam”, conta o diretor.

Na Escola Estadual Adalgisa de Paula Duque, em Lima Duarte, no Território Vertentes,  dentre as atividades básicas da educação integral estão as sessões de cinema com exibições de curtas-metragens e documentários. Rodas de conversa sobre cidadania e oportunidades no mercado de trabalho fazem parte do dia a dia dos estudantes do tempo integral do ensino fundamental, conforme relata o vice-diretor Welliton José Cunha.

A novidade mais recente da escola é a criação de uma central de mídias, onde os alunos vão produzir jornais, revistas e conteúdos para a internet. A estudante Ana Lídia Resende, 16 anos, identificou-se com a implantação da comunicação social na escola. Animada com a central de mídias, ela quer produzir textos para os jornais e revistas. “Acredito que será uma experiência muito enriquecedora para nós”, comenta.

Iniciativa de Governo

De acordo com a Coordenadora Geral do Programa de Educação Integral e Integrada da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Rogéria Freire, o programa de educação integral foi reestruturado sob a ótica de promover uma educação mais popular, democrática e cidadã, considerando a  comunidade ao redor. Mais do que isso, significa colocar a criança e o adolescente no centro do processo de aprendizagem, considerando-o como um “sujeito integral”.

“Anteriormente, os estudantes tinham apenas as aulas de reforço no período integral. Aos poucos fomos acrescentando outras atividades, como educação física, artes, dança e teatro”, explica. Além da mudança no conceito, a secretaria ampliou os investimentos em recursos para alimentação dos estudantes no período integral. Eles têm alimentação na escola também, no intervalo entre as aulas.

O programa de Educação Integral prevê obrigatoriamente o acompanhamento pedagógico e orientação de estudos dentro da escola. Entre os pontos que também fazem parte do programa estão atividade física e lazer; memória, cultura e artes; história das comunidades tradicionais e sustentabilidade; educação em direitos humanos; promoção da saúde; educação ambiental, educação econômica, economia solidária e criativa; comunicação com o uso de mídias e cultura digital e tecnológica; agroecologia e iniciação científica.

Educação Integral e Integrada e Minas Gerais

Em todo o estado, 2.076 escolas estaduais desenvolvem ações da Educação Integral, atendendo 141.260 estudantes. Em 2015, foram atendidos cerca de 130 mil alunos na Educação Integral. Estas ações atingem os ensinos fundamental e médio.

Até 2018, a previsão é aproximar-se da meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que estipula que 25% das matrículas da rede pública devem ser feitas em turmas de educação integral.

Na gestão anterior, esse percentual sempre ficou abaixo de 7% e o número de alunos beneficiados diminuiu, passando de 115 mil alunos em 2012 para 103 mil em 2014, sendo que 94% do atendimento foi subsidiado pelo Programa Mais Educação do Governo Federal.

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