sexta-feira, 1 de Março de 2013 11:30h Jornalista responsável: Ivani Cunha

Elmiro Nascimento vai falar em Londres sobre preparativos da reunião da OIC em Minas

Secretário de Agricultura diz que cafés de Minas e do Brasil terão projeção

O secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Elmiro Nascimento, vai participar da 110ª Sessão do Conselho Internacional do Café, que será realizada entre os dias 4 e 8 de março, em Londres (Inglaterra). No encontro, ele fará um relato sobre os preparativos para a reunião comemorativa dos 50 anos da Organização Internacional do Café (OIC), programada para Belo Horizonte no período de 9 a 13 de setembro de 2013.

Nascimento estará acompanhado do presidente da Federação de Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Roberto Simões, além de representantes da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Ministério da Agricultura,  representantes das entidades do setor cafeeiro, entidades brasileiras do setor de café e deputados.

A capital de Minas foi escolhida para sediar a reunião do cinquentenário da OIC mediante proposta apresentada pelo secretário na 109a Sessão do Conselho Internacional do Café (Londres, 24 a 28 de setembro de 2012). Participaram também do encontro o presidente da Faemg e representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária e Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

Para Nascimento, a reunião da OIC agendada para Belo Horizonte, com a presença de delegações de 77 países exportadores e compradores, dará maior projeção aos cafés de Minas e do Brasil. “Fomos escolhidos porque Minas é o maior produtor brasileiro de café, com a previsão, para 2013, de uma safra de 25,7 milhões de sacas – que correspondem a 51,4% da produção brasileira”, ele explica. O cultivo do café no Estado ocupa uma área plantada de 1,0 milhão de hectares, distribuídos por mais de 600 municípios.  

 

Produto líder

 

O café é o principal produto de exportação do agronegócio mineiro, e o segundo das exportações gerais do Estado, atrás do minério de ferro. A importância do produto pode ser avaliada também pelos dados do Valor Bruto da Produção (VBP), realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o estudo, a renda do café em Minas, em 2012, foi de 10,7 bi, cifra equivalente a 40,1% do VBP total do Estado no período.

O secretário da Agricultura explica que a força do café de Minas nos mercados interno e externo é mantida com uma produção que atende às exigências crescentes dos consumidores.

“Neste caso, sobressai a parceria do governo estadual, por intermédio de iniciativas como o Certifica Minas Café, programa de certificação das propriedades desenvolvido pela Secretaria de Agricultura, que já conta com a participação de 1.650 mil propriedades. Essas fazendas adotam boas práticas agrícolas em todos os estágios da produção de café, para a obtenção de safras cada vez maiores, de acordo com as normas ambientais e trabalhistas.   

O governo criou também o Fundo Estadual do Café (Fecafé) para promover o desenvolvimento econômico e social, a competitividade e a sustentabilidade da cadeia produtiva do café. Sua finalidade é dar suporte financeiro a planos, programas, projetos e ações relacionadas à cadeia produtiva do café no Estado.

Já o Fórum da Cadeia Produtiva do Café em Minas Gerais foi criado com a perspectiva de fortalecer a cadeia produtiva do café no Estado. Promover a produção de café de qualidade com foco na conquista do consumidor interno e externo. Busca, em primeiro lugar, o aprimoramento das relações entre os segmentos envolvidos com a atividade. Além disso, o fórum dá suporte à elaboração de políticas público-privadas para o setor.

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