segunda-feira, 10 de Novembro de 2014 12:27h

Em entrevista, coordenador de Defesa Civil destaca ações para combater a seca e as enchentes

"Ou a gente está na seca ou na chuva", diz o coronel Alex de Melo ao Hoje Em Dia. Fenômenos climáticos afetam diversas regiões e municípios do Estado há décadas

Em entrevista publicada nesta segunda-feira (10/11) no Hoje Em Dia, o chefe do Gabinete Militar do Governador e titular da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), coronel Alex de Melo, fala sobre os desafios de enfrentar dois diferentes fenômenos que afetam diversas regiões e municípios de Minas Gerais há décadas: a seca e as enchentes.

"Ou a gente está na seca ou na chuva", diz o coronel ao comentar a rotina de trabalho da Defesa Civil. "A Cedec tem estrutura para atender às duas situações de emergência ou de calamidade pública durante a seca e no período das enchentes", esclarece Alex de Melo.

“Para as ações relativas às chuvas, neste ano, o Estado destinou R$ 4 milhões e para a seca, R$ 7 milhões. Foram distribuídas duas mil cisternas de plástico, que permitem armazenar 8 mil litros de água cada uma, além de calhas para coletar água de chuva. Essa reserva permite preservar a agricultura familiar”, explica Alex de Melo. O coronel ainda enfatiza que, em outubro deste ano, o Governo de Minas lançou o Plano de Emergência Pluviométrica, que inclui ações de combate à dengue e a instalação de novos radares.

Quanto à seca, Alex de Melo aponta que uma das soluções é construir políticas públicas para atacar a realidade das regiões mais afetadas. "A armazenagem de água e a transposição de rios atenderiam às necessidades na estiagem", sugere. "Temos R$ 7 milhões até dezembro para fornecer água potável, por meio da operação caminhões-pipa, no Norte de Minas e nos vales do Jequitinhonha e Mucuri", completa.

Em seguida, o coronel ressalta que as cidades também precisam desenvolver uma nova cultura em relação aos eventos climáticos para que desastres não aconteçam. "A prevenção requer planejamento estratégico para tratar com os desastres naturais. Hoje, temos uma escola de defesa civil, voltada para capacitar o efetivo das prefeituras mineiras. São três cursos por ano, com a formação de 300 pessoas", conta.

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