quinta-feira, 8 de Agosto de 2013 10:59h

Em junho de 2013 a produção industrial mineira teve queda de 0,8% ante um crescimento de 1,9% na média do país

A indústria mineira caiu 0,8% na comparação entre junho e maio de 2013 (série com ajuste sazonal) frente a um crescimento de 1,9% do país como um todo. Além de Minas Gerais, três outras áreas apresentaram resultados negativos: o Paraná (-3,0%), Goiás (-2,

Em junho de 2013 a produção industrial mineira teve queda de 0,8% ante um
crescimento de 1,9% na média do país

A indústria mineira caiu 0,8% na comparação entre junho e maio de 2013 (série com ajuste
sazonal) frente a um crescimento de 1,9% do país como um todo. Além de Minas Gerais, três outras áreas apresentaram resultados negativos: o Paraná (-3,0%), Goiás (-2,3%) e Amazonas (-2,2%). Por outro lado, 10 dos 14 locais pesquisados assinalaram expansão na produção: Pará (5,9%), Rio Grande do Sul (3,9%), Bahia (3,1%), Santa Catarina (2,9%), São Paulo (2,9%), Rio de Janeiro (2,3%), Região Nordeste (1,8%), Ceará
(1,7%), Pernambuco (1,5%) e Espírito Santo (1,2%).
Os resultados da série dessazonalizada da indústria mineira mostraram que junho de 2013 foi primeiro resultado negativo após um trimestre de crescimento. Com isso, o nível de produção industrial em relação a dezembro de 2012 apresenta uma queda de 3,2% enquanto em relação a outubro de 2012, maior valor recente do indicador da produção industrial estadual, a queda é de 6,0%. Já a indústria brasileira encontrava-se, praticamente, no mesmo nível de agosto de 2011, ou seja, 22 meses sem alterações significativas no seu nível de produção, embora se possa observar oscilações ao longo do período, com meses de crescimento expressivos seguidos por quedas igualmente significativas

Na comparação de junho de 2013 com igual mês do ano anterior, houve recuo de 1,4%, com oito das treze atividades pesquisadas apontando queda na produção (+3,1% na média do país). A principal influência negativa foi observada no setor de veículos automotores (-8,0%), nas indústrias extrativas (- 4,1%), metalurgia básica (-2,9%) e outros produtos químicos (-8,2%). Em sentido oposto, as atividades de máquinas e equipamentos (22,2%) e de refino de petróleo e produção de álcool (11,9%) exerceram as principais contribuições positivas (tabela 1).
A queda de 0,7% no indicador acumulado dos primeiros seis meses de 2013 (contra +1,9% na média do país) foi marcada pelo recuo em oito das treze atividades pesquisadas, com destaque para os impactos negativos vindos de outros produtos químicos (-14,8%), indústrias extrativas (-6,7%) e de metalurgia básica (-4,8%). Por outro lado, o setor de veículos automotores (10,0%) assinalou a contribuição positiva mais relevante sobre a média global, seguido pela atividade de refino de petróleo e produção de álcool (14,1%) e de produção de máquinas e equipamentos (13,3%) (tabela 1).
Nos resultados acumulados em 12 meses (anualizados) mostraram um crescimento de 1,8% frente a uma variação de +0,2% na média nacional. Ainda assim observou-se queda em oito das treze atividades pesquisadas no estado. Conforme se observa na tabela 1, o crescimento industrial no estado está relacionado ao desempenho de poucos setores, com destaque para Veículos automotores (13,8%) e Refino de petróleo e álcool (15,1%) e Têxtil (8,4%), permitindo que o conjunto da indústria de transformaçãoapresentasse resultados positivos de 2,5% nesse indicador.
 

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