sábado, 11 de Agosto de 2012 09:43h Camila Caetano

Em média, nove pessoas desaparecem diariamente em Minas

A quantidade de casos entre pessoas desaparecidas em Minas Gerais aumenta constantemente desde 2006. Segundo dados, somente no ano passado foram 3.186 registros, uma média de 8,7 por dia. Neste ano, ainda no primeiro semestre, a média também está nessa faixa, com aproximadamente nove desaparecidos diários no estado. É válido ressaltar, que esta estatística leva em consideração apenas os casos notificados nas unidades da Polícia, ou seja, o índice pode ser relativamente maior.

 


Apesar de o número ter aumentado no estado de Minas Gerais, em Divinópolis houve uma queda de 15,18%, quando comparados apenas os primeiros semestres do ano passado e de 2012. Assim, de janeiro a junho em 2011 foram registrados 79 em contrapartida com o primeiro semestre de 2012, com 67.

 

A dificuldade em encontrar essas pessoas ainda é grande, segundo o Capitão Leônidas até mesmo com a ajuda de alguns veículos de comunicação ou empresas que passam a divulgar as fotos dos desaparecidos, ainda é complicado, já que o indivíduo pode estar com outra aparência e fisionomia. Contudo, o Capitão ressalta que qualquer informação deve ser passada a Polícia Militar, que poderá verificar no sistema da Instituição.

 

As famílias passam por uma angústia constante, até mesmo por saber o quanto é difícil encontrar novamente seu ente desaparecido. Em Divinópolis enquanto o índice de pessoas que sumiram diminuiu, também houve uma queda na quantidade de pessoas localizadas, diminuindo em 56,25%. No primeiro semestre de 2011 foram 16 e esse ano apenas nove. Entretanto, é válido salientar que assim como no primeiro caso mencionado, essa estatística também deve ser ponderada, pois esse índice leva em consideração apenas aquelas famílias que acionam a Polícia Militar para relatar o encontro do familiar.

 

Em Minas Gerais são procuradas atualmente 2.775 pessoas, sendo que desse número 49,5% (1.376) são homens com faixa etária entre 18 e 59 anos. Adolescentes, vem logo em seguida, com o índice de 12%, idosos são 11%, e crianças 3%.

 

Deve-se lembrar que hoje em casos mais vulneráveis, como crianças e adolescentes é preciso iniciar a busca imediatamente, não em 48 horas, como a maioria acredita ser. Além disso, é possível usar cada vez mais meios de busca, que a própria família pode utilizar e auxiliar nas investigações, como a internet, que facilita nas primeiras horas do desaparecimento, com o levantamento de informações sobre os motivos do desaparecimento. 

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