quinta-feira, 16 de Abril de 2015 13:34h

EMATER FORTALECE FEIRAS LIVRES EM MINAS GERAIS

Mais de 100 feiras no Estado contam com apoio da empresa

Modalidade de mercado varejista, com periodicidade semanal,  que geralmente ocorre em espaços abertos, destinados à venda de produtos agropecuários, as feiras livres têm merecido especial dedicação  e incentivo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em todo o estado.

Em parceria com municípios, Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) e outras instituições públicas e privadas, a empresa mineira vem desenvolvendo ações com o objetivo de fortalecer e qualificar a inserção dos agricultores familiares neste canal de comercialização.

Um exemplo é a distribuição de kits do Programa Minas Sem Fome, que já ajudou a organizar e padronizar 104 feiras do tipo no estado, em 101 municípios, beneficiando 2.800 agricultores familiares com 1.100 barracas. Além das barracas, os kits são compostos por jalecos e balanças digitais.

“Tradicionalmente, a Emater-MG tem participação efetiva na organização e implantação dessas feiras no Estado”, informa o gestor do projeto de feira livre do Minas Sem Fome, o coordenador técnico estadual, Ademar Moreira Pires.

Segundo o coordenador, a agricultura familiar tem uma produção diversificada, porém ainda pouco integrada às cadeias produtivas, “a feira livre é uma iniciativa que valoriza a identidade regional, gera trabalho, ocupação e renda e receitas que dinamizam a economia dos pequenos municípios”.

Além das feiras no interior, a Emater-MG também acompanha agricultores que expõem seus produtos na Feira da Agricultura Familiar e Urbana da Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas, em Belo Horizonte. A feira, que acontece às sextas-feiras no prédio Gerais, conta com dez barracas. Os pequenos produtores são de Belo Horizonte, Sabará, Ibirité, Contagem e Sete Lagoas.

Secretaria de Agricultura

Um trabalho semelhante com os feirantes é desenvolvido pela  Secretaria de Agricultura de Minas Gerais com o Projeto de Apoio às Feiras Livres, desde 2012, quando foi firmado convênios com três municípios. Com a mesma finalidade do projeto da Emater-MG, sua vinculada, e com a qual mantém parceria, a Secretaria distribui kits contendo barracas, jalecos e caixas plásticas.

A prioridade é apoiar feiras já existentes em municípios com tradição de feiras, como os da região do Vale do Jequitinhonha. Até o momento, nove municípios de variadas regiões do estado foram contemplados com kits do projeto da Secretaria. Outros 52 aguardam pelo recebimento do material, o que deverá acontecer até o final deste semestre, de acordo previsão do órgão.
 
Feira e turismo

No município de Tapira, agricultores familiares mantêm uma feira livre que é um sucesso.   Fundada há quatro anos, a partir de uma iniciativa do escritório local da Emater-MG, em parceria com Secretaria Municipal de Agricultura, a feira beneficia diretamente 13 produtores que faturam em média, cada um, R$ 600 por semana. “É uma renda que ajuda a custear despesas da propriedade. Também diversifica as atividades do produtor, que antes só investia no leite”, argumenta o técnico da Emater-MG, Márcio Rodrigues de Souza.

De acordo com Rodrigues, além atrair os moradores que compram os produtos cultivados com caldas alternativas e pouquíssimos defensivos agrícolas, a feira tapirense tem atraído também muitos turistas que passam pela cidade, em busca das cachoeiras locais. De olho neste potencial, ele revela os próximos planos para a feirinha que vende desde ovos, frangos caipiras, queijos, doces, frutas e verduras. “Fazemos parte do Circuito da Canastra e isso atrai mais visitantes. Pretendemos criar shows e colocar brinquedos para as crianças que visitam a feira”.

Os agricultores feirantes de Tapira também aguardam a liberação dos kits da Seapa para organizar e padronizar as barracas. Atualmente, a feira acontece aos domingos, das 8h às 12h,  no pátio do Centro Administrativo do município, na antiga rodoviária, mas deverá ser transferida para o centro da cidade, considerado ponto comercial mais estratégico, conforme o extensionista da Emater-MG.

Também utilizada como ponto gourmet, com destaque para os pastéis bastante consumidos pelos moradores, a feira de Tapira é um espaço de encontro, após a missa e de confraternização dos frequentadores. Tudo isso confirma a premissa de ser a feira livre uma experiência socioeconômica que valoriza a identidade cultural de um determinado lugar.

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