terça-feira, 17 de Novembro de 2015 11:32h

EMATER-MG E EMBRAPA VÃO AMPLIAR ATENDIMENTO A FAMÍLIAS DO NORTE DE MINAS

Agricultores familiares inseridos no Brasil Sem Miséria são o foco principal

O presidente da Emater-MG, Amarildo Kalil, e o chefe -geral da Embrapa Milho e Sorgo, Antônio Álvaro Corsetti Purcino, assinaram, nesta terça-feira, 17, termo de cooperação entre as duas empresas. A iniciativa vai ampliar ações já desenvolvidas em parceria pela Emater-MG e Embrapa, que beneficiam agricultores familiares do Território da Cidadania Serra Geral, Norte de Minas, inseridos no programa federal Brasil Sem Miséria.
O termo tem como objetivo o intercâmbio de conhecimentos e de experiências entre Emater-MG e Embrapa. Pelo acordo, entre 2015 e 2017 serão construídas 86 unidades de aprendizagem, voltadas para a produção de sorgo, mandioca, avicultura e agroecologia. Também haverá dias de campo e treinamento dos extensionistas da Emater-MG. Serão construídas 200 bacias de capitação de águas de chuva e a implantação de uma Unidade de Referência Tecnológica (URT), no município de Porteirinha. Em 2015, foram beneficiados 50 agricultores familiares pelas ações conjuntas entre Emater-MG e Embrapa. O trabalho faz parte do plano “Ações integradas de construção de conhecimentos e transferência de tecnologias em apoio ao Plano Brasil Sem Miséria no Território da Cidadania Serra Geral”.
“A ideia é levar conhecimentos e tecnologias para que os produtores consigam conviver com a situação extrema de seca naquela região. Com a assinatura do termo, nós pretendemos ampliar um trabalho que vem sendo feito desde 2014 e que deu resultados positivos”, diz o gerente de Consultoria da Emater-MG, Cláudio Bortolini. Em 2014, foram
construídas 16 unidades de aprendizagem e beneficiados diretamente 47 agricultores. Bortolini ressalta que essas unidades são fundamentais para a divulgação de novas tecnologias, beneficiando indiretamente mais produtores.
“A Emater-MG entra com a parte de mobilização e orientação técnica dos agricultores e a Embrapa leva as tecnologias selecionadas para o Norte de Minas, como palma forrageira, mudas de mandioca de alta qualidade e forragem para o gado durante a seca. Além disso haverá a capacitação dos próprios pesquisadores e extensionistas nessas tecnologias, que podem promover a sustentabilidade do agronegócio”, afirma o chefe-geral da Embrapa, Antônio Purcino.
O termo de cooperação prevê ainda a colaboração entre Emater-MG e Embrapa na formulação, avaliação e implementação de políticas públicas; o compartilhamento de tecnologias em apoio às ações do Brasil Sem Miséria; possibilitar modelos de gestão adequados aos empreendimentos produtivos a serem implementados, levando-se em consideração as especificidades socioeconômicas e culturais do território; e fomentar a ação conjunta entre a Emater-MG e a Embrapa para a realização de estudos, pesquisas, eventos e ações.
“A extensão rural não pode ficar distante da pesquisa. A Embrapa, como instituição de pesquisa, gera as tecnologias. Mas, as empresas de assistência técnica só conseguem levar essa informação até o campo a partir do momento em que elas conhecem essas inovações. Essa união com as instituições de pesquisa é fundamental para o desenvolvimento do nosso trabalho”, disse o presidente da Emater-MG, Amarildo Kalil.


Brasil Sem Miséria
O Brasil Sem Miséria é uma iniciativa do governo federal. Em Minas Gerais, ele é executado pela Emater-MG que faz o diagnóstico, elabora o projeto, com base no que deseja a família beneficiária. A empresa também faz acompanhamento da implantação, por meio de visitas determinadas, em metas estabelecidas. O trabalho envolve parceria entre o Governo de Minas, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O programa é direcionado aos brasileiros que vivem em lares cuja renda per capita é de R$ 77 por pessoa. A Emater-MG já atendeu, em 2015, 10 mil famílias dentro do programa Brasil Sem Miséria. A meta é atender mais 12 mil famílias até 2017.

De acordo o Censo 2010 do IBGE, estão nesta situação 16,2 milhões de brasileiros. O programa repassa o valor de R$ 2,4 mil para cada família atendida,  por meio do cartão Bolsa Família, para execução de pequenos projetos produtivos, como a implantação de hortas e criação de pequenos animais, entre outros.

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