quinta-feira, 26 de Novembro de 2015 12:51h

Embrapa realiza em Belo Horizonte workshop sobre nichos de mercado para o setor agroindustrial

Nos dias 1 e 2 de dezembro, em Belo Horizonte (MG), a Embrapa Produtos e Mercado (Brasília, DF) e a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG)

Nos dias 1 e 2 de dezembro, em Belo Horizonte (MG), a Embrapa Produtos e Mercado (Brasília, DF) e a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG), promovem o “Workshop - Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial” com o objetivo de informar e discutir oportunidades comerciais e de cooperação técnica em temas selecionados para os segmentos de alimentação humana, planejamento de biofábricas e sobre a cadeia produtiva de sementes e mudas de espécies florestais nativas no estado de Minas Gerais.

Segundo o gerente-geral da Embrapa Produtos e Mercado, Frederico O. M. Durães, o Workshop de Nichos tem um propósito diferenciado, já que trata-se de um evento-âncora que proporcionará o encontro dos participantes com representantes da PD&I, do poder público, da indústria e do varejo, e, “por certo, se constituirá em uma oportunidade especial para desdobramentos negociais em bases técnicas e legais”. Para a Embrapa e parceiros selecionados, o diferencial deste tipo de evento é que está estruturado e será realizado para servir como um mecanismo de interação e compartilhamento de esforços e resultados, e para objetivamente exercitarmos, com foco em inovação e mercado, os dois papéis relevantes de uma empresa de PD&I, TT e negócios como a Embrapa, “quais sejam, o de provedora de conhecimentos para o Agro (em todas as suas dimensões) e o de mediadora dos interesses da iniciativa pública, privada e da parceria público-privada”, afirma.

O termo “nicho de mercado” é entendido como um segmento de mercado formado por um grupo de consumidores com necessidades ou aspirações por produtos diferenciados. Como exemplo, podemos citar os celíacos, que manifestam intolerância ao glúten, proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, malte e centeio, e que por isso precisam de produtos específicos, elaborados a partir de matéria prima apropriada. Para atender a este e outros nichos de mercado já detectados e que ainda não são plenamente atendidos é preciso unir esforços da pesquisa, inovação e empreendedorismo.

Este evento, cuja realização está sendo coordenada pelo Escritório de Sete Lagoas da Embrapa Produtos e Mercado, tratará especificamente, no tema alimentação humana, os produtos milho verde, milho doce e farinha de sorgo para a fabricação de alimentos sem glúten; e, ainda temas atuais e estratégicos como biofábricas para MIP e florestais nativas.

 

 

Milho verde e doce

O milho doce é consumido predominantemente na forma de enlatado, no entanto, há sinais no mercado da aceitação do milho doce na forma de congelado e também em espiga cozida e embalada a vácuo, o que mostra uma tendência positiva para um importante nicho de mercado.

A cultura do milho verde é uma tradição no Brasil e tornou-se uma alternativa de grande valor econômico para médios e pequenos agricultores, em razão dos preços de mercado e da demanda pelo produto in natura e nas diversas formas processadas como o curau, pamonha, bolo, suco, farinhas e outros, principalmente no estado de Minas Gerais.

 

 

Sorgo

As farinhas que não contém glúten, como a de sorgo, podem suprir a demanda de determinado público, como os celíacos (intolerância ao glúten), dietas de rotina ou especiais (líquidas ou semilíquidas), dieta fitness, e podem se tornar novos negócios, de acordo com tendências e demandas de mercado e do espírito empreendedor de diferenciadas especialidades.

O sorgo é um cereal que apresenta alta capacidade antioxidante e pode ser utilizado como alimento funcional. Apesar de ainda ser incipiente seu consumo no Brasil, ele é a base da dieta alimentar em várias partes do mundo e suas propriedades funcionais, que precisam ser mais divulgadas, podem mudar os hábitos de consumo de um segmento de brasileiros que buscam uma fonte de alimentação mais saudável.

A farinha de sorgo pode compor produtos convencionais, com farinhas brancas (utilizando farinha de sorgo branco) ou de produtos integrais (utilizando-se farinha de sorgo de coloração amarronzada). Entretanto, a oferta de farinha de sorgo no país ainda é muito pequena. Importada e de alto custo, a instalação de empreendimentos que produzam e comercializem farinha de sorgo e todos os seus derivados para o setor alimentício pode ser uma boa oportunidade de negócio.

 

 

Biofábricas: base para o Manejo Integrado de Pragas (MIP)

O foco no workshop será a produção de bioinseticidas, à partir do suporte de biofábricas planejadas e instaladas, utilizando-se as estratégias baseadas no Manejo Integrado de Pragas, para finalidades agronômicas e de saúde pública.

Desde a propagação da lagarta Helicoverpa armigera na produção de soja, milho e algodão em 2013, que causaram prejuízos enormes nestas culturas, as biofábricas para produção de organismos biológicos, utilizados no controle de pragas, têm merecido destaque no Brasil. Na época, muitos produtores buscaram soluções alternativas para combater a praga, como o uso de agentes de controle biológico, que possibilitam benefícios como menor custo e risco ambiental (quando comparados aos agroquímicos) e a vantagem da obtenção de alimentos mais saudáveis.

Esses benefícios, aliados à crescente demanda de novas opções para o controle de pragas tem gerado oportunidades de instalação de biofábricas.

 

 

Sementes e mudas de espécies florestais nativas

De acordo com as normas do Código Florestal Brasileiro, é preciso que os proprietários de terras recuperem o passivo ambiental de suas propriedades com espécies florestais nativas, sendo necessário, para isso, dispor de mudas produzidas a partir de sementes das diferentes espécies e que tenham origem genética e qualidade físico-fisiológica.

Frederico Durães acredita que a ampliação estruturada de uma cadeia produtiva de espécies florestais nativas em Minas Gerais é necessária e são requeridos a integração de esforços e o compartilhamento de resultados na busca de soluções para este tema, por meio de políticas públicas baseadas em resultados de pesquisas e de experiências práticas, com o envolvimento e comprometimento do setor público, das instituições de pesquisa, das universidades, de representação do setor agrícola estadual e do setor privado envolvido direta ou indiretamente nos processos de recuperação e preservação vegetal, baseados na nova legislação vigente.

O Workshop tem como um de seus objetivos contribuir para a organização da cadeia produtiva de sementes e mudas de espécies florestais nativas voltada para os Biomas Cerrado e Mata Atlântica mineiros, incentivando a estruturação e a governança de uma rede organizada de produção de sementes e mudas de espécies florestais nativas para o atendimento da demanda do Código Florestal, na necessidade de recuperação de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e de Reserva Legal (RL).

Para promover esta estruturação serão necessárias, segundo o Gerente-Geral da Embrapa Produtos e Mercado, ações para o desenvolvimento de novos arranjos e estratégias silviculturais, industriais e de preservação ambiental, além de licenciamentos, fiscalização e coordenação das ações dos órgãos do Poder Executivo envolvidos com a cadeia produtiva de espécies florestais nativas.

“A partir da formalização do negócio de sementes e mudas, focado em espécies florestais nativas selecionadas, a cadeia produtiva deverá se consolidar, envolvendo empresas de pesquisa, órgãos públicos e os agentes da própria cadeia produtiva e de valor, criando assim mais uma oportunidade de negócio para empreendedores, em diferenciados setores de interesse”, finaliza.

 

 

Público alvo

Em um mercado imenso e diversificado como o do Brasil, as possibilidades de se empreender em novos nichos de mercado são amplas e a Embrapa, como empresa pública de pesquisa agropecuária, tem trabalhado no desenvolvimento de tecnologias, processos, produtos e serviços no setor e quer contribuir para uma antenagem sobre temas relevantes, com visão de futuro, a articulação e integração destes segmentos de mercado, bem como com as ações focadas na entrega de resultados e nos impactos necessários.

A organização de eventos como o Workshop - Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial abre portas para novos empreendedores e a definição de alternativas de mercado para novos produtos, amplia a divulgação de tecnologias, produtos, processos e serviços da Embrapa e de seus parceiros.

O Workshop é direcionado para vários segmentos de público como produtores rurais, distribuidores comerciais, representantes do setor de produção agrícola e industrial, empresários e gestores, pesquisadores, técnicos e empreendedores interessados em novos negócios.

 

Serviço:

Evento: Workshop Nichos de Mercado para o Setor Agroindustrial.

Data: 01 e 02 de Dezembro.

Horário: 08:00 às18:00

Local: Auditório da Superintendência Federal da Agricultura em MG – SFA/MG/MAPA. Endereço: Av. Raja Gabaglia, n. 245 - Cidade Jardim - Belo Horizonte – MG.

Inscrições e programação no site: www.embrapa.br/produtos-e-mercado/eventos.

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