sábado, 8 de Março de 2014 05:17h

Empreendedorismo feminino: As mulheres mineiras vão à luta no mercado de trabalho

Pesquisa revela que elas são maioria na administração de micro e pequenas empresas e pretendem investir mais que os homens.

As mulheres são responsáveis por 31% das micro e pequenas empresas (MPE) de Minas Gerais. Elas são maioria (82%) entre os administradores dos negócios de micro porte, contra 72% dos homens, e são as que apresentam maior intenção de investir em estratégias de redução de custos. Os dados são da pesquisa Empreendedorismo Feminino, realizada no período de 31 de outubro a 29 de novembro de 2013, junto a 1.600 empresários de MPE mineiras.
Os entrevistados estão distribuídos pelas oito Regionais administrativas do Sebrae Minas, nos setores de indústria, comércio e serviço. As Regionais são: Centro, Jequitinhonha e Mucuri, Norte, Noroeste, Rio Doce, Sul, Triângulo e Zona da Mata.
Em linhas gerais, a pesquisa revelou que as formas de administração tanto de homens como de mulheres seguem padrões similares, mas elas são mais incisivas nas estratégias de gestão estabelecidas para 2014. Assim, entre outros pontos básicos, pode-se destacar que 86% delas pensam em reduzir custos operacionais (eles, 83%); 87% pensam em fortalecer a marca (eles, 85%); e 70% delas pretendem lançar novos produtos e serviços (eles, 65%).
As mulheres representam 51% da população nacional. De acordo com o Censo 2010, existem cerca de 98 milhões de brasileiras. Em Minas Gerais são aproximadamente 10 milhões de mulheres. No empreendedorismo, a participação das mineiras é bastante expressiva: 60% delas empreendem por oportunidade (e não por necessidade), 51% estão com seus negócios em estágio inicial, mas 41% já têm estabelecimentos consolidados, com mais de 42 meses de existência.
Cada vez mais ativas no cenário econômico do país, a atividade da mulher-empresária representa uma guinada histórica no comportamento feminino. “A mulher ocupava uma posição de fragilidade, de submissão em relação ao homem. Mas ela decidiu ir para o mercado, seja para complementar a renda familiar, seja para evidenciar alguma habilidade pessoal. Então, a partir desta quebra de paradigmas, de posições, ela percebeu e assimilou sua real importância no mundo do trabalho”, constata a analista de Inteligência Empresarial do Sebrae Minas, Carolina Xavier.
Vale ressaltar que, segundo a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), a participação da mulher no mercado cresceu não apenas em termos percentuais, mas também em qualidade. Entre os gestores de empresas (chamados de “decisores”) 41% das mulheres têm curso superior (entre os homens, 32%). Das executivas e proprietárias, 35% possuem ensino superior completo e 6% fizeram cursos de pós-graduação (respectivamente, 26% e 3% no lado masculino). De onde elas buscam inspiração e força para marcarem sua presença, definitiva, no mundo empresarial? De acordo com Carolina, “em características marcantes do gênero feminino, como flexibilidade, entusiasmo, motivação e busca pelo novo”.

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